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4 de agosto de 2017

Imperadores do Samba pede apoio aos vereadores para ficar na Padre Cacique

VIA CORREIO DO POVO:

Escola teme ser retirada do local, que atualmente é cedido pela prefeitura



Imperadores venceu desfile de 2017 | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

Imperadores venceu desfile de 2017 |
Foto: Guilherme Testa / CP Memória  
Em sua manifestação, Leoti justificou que Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2013 pela Imperadores do Samba, considerou o momento vivido, em preparação da cidade para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Este mesmo TAC, como citou o orador, está sendo atualmente usado como argumento para que a escola seja retirada de seu local, na Avenida Padre Cacique, próximo ao Estádio Beira-Rio, por descumprimento de itens previstos. “Era um contexto de expectativas positivas”, afirmou.
Conforme Leoti, as tratativas incluídas na reformulação do complexo Beira-Rio incluíam a instalação do complexo cultural do samba, com aparelhos de isolamento acústico modernos para as quadras das escolas. “Poderíamos executar atividades sem perturbar o sossego dos vizinhos”, disse, ao citar que as licenças ambientais foram aprovadas. O representante da Imperadores recordou ainda que o uso das quadras das escolas são uma das principais fontes de renda para as agremiações poderem realizar o Carnaval.
“Temos por princípio básico de convivência a harmonia com os vizinhos”, falou Leoti ao recordar que a Imperadores está na Padre Cacique há 30 anos. “Fomos para lá depois de processo semelhante ao presenciado agora”. Conforme o carnavalesco, a agremiação tinha sua sede na Avenida Ipiranga, mas por reclamações, veio para as proximidades do Beira-Rio, em local onde ainda não havia quase nada. “A cultura popular e o carnaval têm na música sua essência”, explicou ainda ao citar um dos motivos das queixas, o barulho.
Leoti também destacou o fato de que, com as reformas do Beira-Rio, a Imperadores perdeu a maior parte da área de sua quadra que tinha cobertura. Atualmente, para suas atividades de ensaios, é necessário o aluguel de lona de cobertura que tem um custo de R$ 4 mil ao mês. Segundo ele, a questão do TAC está sendo discutida judicialmente. “Mas entendo como necessário o apoio desta Casa para regulamentar os espaços das escolas e o fomento à cultura afro-brasileira”, destacou.“Peço que os vereadores tratem desse assunto em seu dia a dia””, completou.
Ainda em seu pronunciamento, Leoti igualmente criticou ação da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), que está pedindo o fim da cedência do espaço para a escola, alegando a falta de alvará. “Inadmissível ter que se defender por não ter um alvará que a própria prefeitura não dá”, revelou, ao lembrar que outras escolas têm alvarás como lancherias, bares ou casas noturnas. “São inadequados”, argumentou, salientando não existir alvará para a atividade Escola de Samba.