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Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

25 de janeiro de 2017

Usina do Gasômetro oferece oficinas, workshops e aulas de dança



A Usina do Gasômetro, localizada na avenida Presidente João Goulart, 551, oferece diversas atividades até o final de janeiro. Nesta quarta-feira, 25, o Grupo de Flamenco Sílvia Canarim fará uma aula do ventre para iniciantes na sala 502, das 19h às 20h30, com entrada gratuita, além das aulas de Flamenco iniciante, com Paula Finn, todas as terças-feiras das 19h às 20h30 e Dança Indiana, com Clara Clarice, as quartas e sextas, às 18h. Para mais informações ligue (51) 981-464-045.
 
Na quinta-feira, 26, das 14h às 18h, o Teatro Ateliê e Clareira de Teatro fará um Workshop de Contação de Histórias, com entrada gratuita. No domingo, 29, será realizado, no mezanino da usina, a oficina Salseando e Bachateando na Usina, das 15h às 19h. Para mais informações ligue (51) 986-027-027.
 
Usina do Gasômetro 
Av. Presidente João Goulart, 551
Fone: 3289-8110


/cultura /oficinas /usina

Texto de: Natalie Oliveira (estagiária) / Supervisão: Cleber Saydelles
Edição de: Jandira Davila Feijó
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

MTG inicia mudança na avaliação artística de eventos


O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, iniciou nesta semana os procedimentos para a realização de mudanças substanciais na avaliação artística de eventos realizados pela entidade e coordenadorias regionais. A iniciativa é embasada nas ponderações apresentadas e aprovadas durante o 65º Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro em Bento Gonçalves, quando ficou evidenciada a necessidade urgente de promover o voluntariado e ‘desmercantilizar’ o tradicionalismo.
O primeiro passo, segundo Callegaro, conta com o auxílio dos coordenadores regionais, aos quais foi solicitado, até o dia 18 de fevereiro, que indiquem quatro nomes ou mais, como suplentes, para a criação de equipes avaliadoras no âmbito das próprias coordenadorias. Segundo o vice-presidente artístico do MTG, José Roberto Fishborn, é necessário que os indicados conheçam dança e apresentem currículo. Além disso, os indicados não poderão estar instruindo grupos de dança, passarão por prova para atestar sua capacitação técnica; e passarão por processo preparatório para avaliar eventos de danças tradicionais nas regiões, como circuitos e rodeios. Os indicados, conforme aprovado no Congresso, atuarão como voluntários, recebendo apenas ajuda de custos, hospedagem e alimentação, sem cachê.
Segundo o presidente do MTG, a equipe da entidade atuará na avaliação de eventos até março de 2017, nos moldes do ano de 2016, seguindo a NI01/2016 e, após, o treinamento das pessoas indicadas pelas coordenadorias, a equipe do MTG não mais avaliará eventos artísticos. Segundo Fishborn, este processo deverá durar aproximadamente seis meses e durante o período de preparação, juntos será debatido o formato de funcionamento das escalas para eventos. A equipe do MTG atuará somente nas avaliações dos eventos do próprio MTG e podendo atuar em algum festival que a instituição julgar necessário.

23 de janeiro de 2017

Sancionada a Lei que cria a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre





Cia Municipal de Dança e Ospa - Carmina Burana - Auditório Araújo Vianna
Cia Jovem de Dança - Parmi - Teatro Renascença


Foi publicada hoje(20/01) pelo Prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior a lei (nº 12.202 – de 13 de janeiro de 2017) que cria a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre, a Companhia Jovem de Dança e o Programa das Escolas Preparatórias de Dança – EPDs.

A Lei formaliza o projeto piloto da Cia Municipal de Dança que já funciona desde 2014 em Porto Alegre, numa parceria da entre as Secretaria Municipais da Cultura (SMC) e da Educação (SMED) do município.

A Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre atua em parceria com as Escolas Preparatórias de Dança (EPDs) e com a Companhia Jovem de Dança. Atualmente, a Cia Municipal de Dança tem como sede a Usina do Gasômetro e é composta por 15 bailarinos profissionais selecionados através de audição em edital público. Somam-se a este trabalho, professores, coreógrafos e equipe de direção que auxiliam no trabalho técnico, estético e artístico do Grupo. A Cia Municipal de Dança teve sua estreia em 2014 e, em seus dois anos de existência, realizou 21 apresentações e somou mais de 20 mil espectadores, chegando ao final de 2016 com um repertório significativo de 7 obras coreográficas.

Já as EPDs, atendem a crianças e adolescentes oportunizando o acesso gratuito a um programa intensivo e complementar de formação em várias linguagens de dança. Esse projeto conta com 35 professores e atualmente possui cinco sedes: EMEF Senador Alberto Pasqualini, EMEF José Loureiro da Silva, EMEF Deputado Victor Issler, EMEF Pepita de Leão e EMEF Liberato Salsano Vieira da Cunha, atendendo a mais de 500 alunos que utilizam o fazer artístico como alavanca na formação pessoal e possível formação profissional.

Na expectativa de aproximar ainda mais os dois projetos, Cia Municipal de Dança e Escola Preparatória de Dança, foi criada recentemente a Companhia Jovem de Dança que é composta por 22 crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos selecionados das turmas de formação das EPDs.

Este projeto é desenvolvido aos sábados na Usina do Gasômetro e, em 6 meses de existência, realizou 3 apresentações e está em fase de produção de um espetáculo. É importante resaltar que o trabalho técnico-artístico do Grupo Jovem é desenvolvido pelo elenco de bailarinos da Cia Municipal, que se revezam nas funções de professor, ensaiador, coreógrafo e em outras demandas especificas do Grupo.

Em 2016, ano em que comemorou o seu segundo aniversário, a Companhia Municipal recebeu patrocínio do O Boticário na Dança para se apresentar em 4 cidades brasileiras, reconhecendo a excelência do trabalho já desenvolvido e ampliando a difusão da arte da dança produzida em nossa cidade.

Encerrando o ano de 2016, a Companhia participou da montagem do concerto especial de final de ano com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), com a ópera Carmina Burana que teve a casa lotada nos dois dias de apresentação no Auditório Araújo Vianna.

A formalização da Cia Municipal de Dança, da Cia Jovem de Dança e das Escolas Preparatórias de Dança de Porto Alegre atendem uma reivindicação antiga da classe artística da dança que vinha lutando por esse projeto, desde 1995, nas Conferências Municipais de Cultura. Com a sanção da Lei o município de Porto Alegre dá mais um passo importante no sentido da valorização, do incentivo público e da profissionalização do segmento da dança na capital.

Confira a Lei na íntegra:


LEI Nº 12.202, DE 13 DE JANEIRO DE 2017.

Institui a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre – Cia. de Dança –, a Companhia Jovem de Dança – Cia. Jovem de Dança – e o Programa Escola Preparatória de Dança – EPD.
O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu, no uso das atribuições que me confere o inciso II do artigo 94 da Lei Orgânica do Município, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Ficam instituídos a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre – Cia. de Dança –, a Companhia Jovem de Dança – Cia. Jovem de Dança – e o Programa Escola Preparatória de Dança – EPD –, vinculados administrativamente à Secretaria Municipal da Cultura – SMC.
§ 1º A Cia. de Dança terá sua sede no Centro Municipal de Dança da SMC.
§ 2º Vinculada à Cia. de Dança, a Cia. Jovem de Dança será constituída por alunos que se destacarem no processo de formação do EPD.
Art. 2º São objetivos da Cia. de Dança:
I – apoiar a manutenção e o desenvolvimento profissional continuado em dança;
II – fortalecer e difundir a produção artística da dança no Município de Porto Alegre;
III – garantir o acesso amplo e democrático da população à produção artística da dança;
IV – promover e divulgar o Município de Porto Alegre, nacional e internacionalmente;
V – fortalecer ações que tenham o compromisso de promover a diversidade dos bens culturais; e
VI – desenvolver ações de inclusão social por meio da dança.
Parágrafo único. A Cia. de Dança organizará apresentação anual da Cia. Jovem de Dança.
Art. 3º São objetivos da Cia. Jovem de Dança:
I – propiciar a capacitação e o aprimoramento técnico de alunos do EPD;
II – promover o intercâmbio artístico entre os profissionais da Cia. de Dança e os alunos do EPD; e
III – oferecer oportunidade de qualificação que contribua para a geração de emprego e renda.
Art. 4º São objetivos do EPD:
I – garantir o acesso gratuito à formação continuada em dança para crianças e jovens;
II – valorizar a diversidade de expressões artísticas na área da dança;
III – promover atividades que contribuam para a implementação do ensino integral; e
IV – oferecer atividades artísticas que contribuam para redução da vulnerabilidade social de crianças e jovens.
Art. 5º Para a contratação de profissionais especializados, a Cia. de Dança e o EPD farão uso de edital de seleção pública, observada a legislação vigente.
Art. 6º O projeto artístico e pedagógico do EPD será elaborado pela sua coordenação e submetido à aprovação da comunidade escolar das escolas envolvidas, bem como será coordenado pela SMC e pela Secretaria Municipal de Educação – Smed.
Art. 7º A Cia. de Dança executará o EPD em escolas da rede municipal de ensino que aderirem ao Programa, por meio das quais será realizada, gratuitamente, a formação artística continuada em dança de seus alunos.
Art. 8º Os recursos para manutenção da Cia. de Dança e do EPD serão oriundos da SMC e da Smed.
Art. 9º A Cia. de Dança, respeitados os objetivos referidos nesta Lei, poderá receber, mediante depósito no Fundo Pró-Cultura do Município de Porto Alegre (Funcultura), instituído pela Lei nº 6.099, de 3 de fevereiro de 1988, e alterações posteriores, patrocínios, doações, taxas de inscrições de atividades diversas, cachês e bilheterias por espetáculos e apoio financeiro por workshops, palestras e cursos ministrados.
Art. 10. Para a execução desta Lei, a SMC e a Smed poderão realizar convênios e parcerias com outras instituições.
Art. 11. A aprovação do regulamento da Cia. de Dança dar-se-á mediante decreto do Executivo Municipal.
Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, 13 de janeiro de 2017.


Nelson Marchezan Júnior, Prefeito.




Registre-se e publique-se.
Bruno Nubens Barbosa Miragem, Procurador-Geral do Município.

17 de janeiro de 2017

Nairo Callegaro reeleito para presidência do MTG


O engenheiro civil Nairo Callegaro, da chapa ‘De mãos dadas’, foi reeleito para a presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho, gestão 2017. A votação foi realizada durante o 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em Bento Gonçalves em parceria com a Prefeitura Municipal e 11ª Região Tradicionalista, com 334 votos favoráveis e 36 contrários, totalizando 370 votos.
Como vice-presidente Administrativo e Financeiro assumirá Elenir Winck. A vice-presidência de Cultura estará a cargo de Anijane Varela. Na vice-presidência artística atuará José Roberto Fischborn e na Campeira, José Araujo da Silva. Como vice-presidente de Esportes Campeiros assumirá Martin Guterres Damasco e como vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha assumirá Vitor Hugo Pochmann.
Em seu pronunciamento de posse Callegaro relembrou as dificuldades de 2016, que atingiram toda sociedade e também o MTG, enfatizando que a entidade soube buscar caminhos e soluções. O ano que inicia o presidente classificou como desafiador e conclamou a todos a não usarem mais palavras e expressões como eu, minha coordenadoria, minha região, minha vice-presidência. “Vamos usar nós, nós da diretoria, nós do conselho diretor, nós os coordenadores”.
Lembrando que aos 20 anos de idade foi secretário geral do MTG, Callegaro falou aos jovens, solicitando que continuem participando da entidade. ‘Pensem em soluções. Se não deu certo, será aprendizado. E escrevam essas soluções, para que fiquem registradas para a história’, afirmou.
Ainda em seu pronunciamento o presidente elogiou o 65º Congresso, na sua opinião um dos melhores já realizados. ‘Voltamos a pensar e a discutir questões fundamentais do Movimento e essa semente só está germinando porque anteriormente foi plantada em solo fértil’.
Confira a Diretoria completa:
http://www.mtg.org.br/aentidade/288

Luiz Henrique Lamaison, tomará posse na 1ªRT, dia 26, quinta-feira


MTG garante que Acampamento Farroupilha não vai pedir recursos à Prefeitura em 2017

MTG garante que Acampamento Farroupilha não vai pedir recursos à Prefeitura em 2017
Letícia Costa/G1


O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Nairioli Callegaro, garantiu, neste domingo, em entrevista à Rádio Guaíba, que não vai cobrar auxílio de recursos financeiros da Prefeitura da Capital para o Acampamento Farroupilha, em setembro. Callegaro declarou que a prefeitura ainda deve um repasse do evento de 2016, no montante de R$ 150 mil. O MTG, que organiza o evento, também não conta com esse dinheiro, reconhece o dirigente. Ele adverte, porém, que o tamanho do evento pode sofrer alguma redução, dependendo dos valores obtidos para a festividade.
“Nós não vamos pedir (auxílio da Prefeitura). Nós vamos redimensionar o tamanho do Acampamento, se for essa a questão, dentro daquilo que nós já temos um número estabelecido com aquilo que nós trabalhamos. E como eu disse: se tiver que fazer um pouco menor, vai se fazer. Isso é muito flexível dependendo do que conseguirmos em termos de aporte financeiro de leis de incentivo, de empresas que vão aportar diretamente, dar o seu apoio”, afirmou Callegaro.
Sobre as prestações de contas do evento passado, Callegaro estima que o MTG consiga finalizar o cálculo até março.
“Nós pretendemos fechar as contas de 2016 e não usar esse convênio que foi assinado no ano passado. E começar uma vida nova agora, este ano, com a Prefeitura. O que interessa ao MTG é que nós tenhamos a tranquilidade de poder trabalhar e executar o evento sem essas preocupações, essas pressões de receber ou não receber verba pública, em que momento nós vamos contar com esses valores ou não. É mais tranquilo tu trabalhares com aquilo que tu tens do que com a promessa que futuramente tu virás a ter quando não se sabe se terá. A sociedade vive um flagelo na saúde, na segurança, na educação, em vários setores, então eu não me encorajo em pedir verba pública para realizar uma festa assim”, declarou Callegaro.
Questionado se o MTG cogita cobrar pela entrada no Acampamento a fim de angariar recursos, o presidente do movimento foi enfático ao garantir que não. Callegaro afirmou que o evento é público e assim vai continuar. “Aquilo é uma festa pública. E pública ela vai continuar sendo: aberta para a toda comunidade entrar ali”, declarou. De acordo com Callegaro, o orçamento do Acampamento é de aproximadamente R$ 2 milhões. (Rádio Guaíba)

16 de janeiro de 2017

Desfile de Carnaval será realizado durante semana de Porto Alegre

via correio do povo:


Nova data foi decidida em comum acordo entre Liga das Escolas e prefeitura



Desfile de Carnaval será realizado durante semana de Porto Alegre  | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

Desfile de Carnaval será realizado durante semana de Porto Alegre | Foto: Ricardo Giusti / CP Memória
Em função do corte de gastos dos principais eventos culturais de Porto Alegre, o desfile das escolas de samba será realizado durante a semana que marca o aniversário da cidade. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo presidente da Liga das Escolas de Samba do município (Liespa), Juarez Gutierrez. Dessa forma, o evento deve ocorrer nos dias 23, 24 e 25 de março. 
Conforme Gutierrez, a ideia foi bem recebida pela comunidade carnavalesca e a expectativa pela captação de recursos aumenta, já que o prazo foi estendido. "Acreditamos que a força-tarefa da prefeitura que irá buscar recursos ganha mais tempo e junto com a nossa gerência, com o nosso esforço, vamos dar início a essa agenda positiva", disse em entrevista à Rádio Guaíba. Seriam necessários R$ 4 milhões para a realização da competição no Porto Seco. 
Na semana passada, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, confirmou o corte de gastos. Marchezan ressaltou que o compromisso da prefeitura é procurar todos os meios possíveis para que o Carnaval não seja prejudicado. A ideia é buscar parceiros da iniciativa privada para tentar viabilizar os desfiles e transformar a festa num evento autossustentável e livre para buscar os meios necessários para ser independente dos recursos públicos. 

15 de janeiro de 2017

Secretário da Cultura de Porto Alegre anuncia mais nomes para sua equipe

via jornal do comércio:

Fernando Zugno será Coordenador de Artes Cênicas, enquanto Miguel Sisto Júnior foi confirmado como gerente do Fumproarte

Fernando Zugno será Coordenador de Artes Cênicas, enquanto Miguel Sisto Júnior foi confirmado como gerente do Fumproarte


FLORIPA TEATRO/DIVULGAÇÃO/JC/ E ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC/
Michele Rolim
O Secretário Municipal de Cultura, Luciano Alabarse, adiantou nesta sexta-feira (13), em entrevista ao Jornal do Comércio, que embora nem todos os nomes da sua equipe de cultura estejam definidos, Fernando Zugno está confirmado no cargo como Coordenador de Artes Cênicas.
Fernando Zugno é graduado em jornalismo pela Pucrs e estudou artes cênicas no Teatro Escola de Porto Alegre – Tepa. Começou a trabalhar em 2006 no Festival Internacional de Artes Cênicas Porto Alegre em Cena encarregado pelos projetos internacionais e como coordenador de produção. Além do festival, desde 2012 Zugno abriu a Artworks Produções.
Outro nome que está confirmado é do produtor cultural, ator e bailarino Miguel Sisto Júnior como novo gerente do Fumproarte. Formado em Teatro pela Ufrgs, atua como agente de cultura desde 2001 e no Festival Internacional de Artes Cênicas Porto Alegre em Cena desde 2007. Recentemente ocupava a função de coordenação de contratos e administração do festival.
A equipe de cultura também será composta por Daniel Weller, Adriana Mentz Martins, Renato Wieniewski, Eduardo Augusto Pohlmann e Eduardo Garcez Paim, com cargos ainda a definir, além do secretário adjunto Eduardo Wolf Pereira e da permanência de Airton Tomazzoni no cargo de Coordenador de dança do município.
A entrevista completa com o Secretário de Cultura será publicada na edição impressa do JC da próxima quarta-feira.

A dupla que quer injetar fôlego na Cultura de Porto Alegre

via correio do povo:

Foto: Mauro Schaefer
Foto: Mauro Schaefer
O novo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, surpreendeu ao convidar para secretário da Cultura o diretor de teatro Luciano Alabarse, secretário da Cultura de Canoas nos últimos anos da gestão de Jairo Jorge, criador e gestor do festival Porto Alegre em Cena, tido como intelectual de esquerda. Para secretário-adjunto, o escolhido foi o filósofo Eduardo Wolf, considerado um liberal. Nesta entrevista, eles falam sobre seus projetos, diferenças e apostas.
Correio do Povo: O que será feito para recuperar o espaço da literatura na Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre? 
Luciano Alabarse: Quando eu cheguei na Secretaria da Cultura, há 23 longos anos, a Coordenação do Livro e a biblioteca Josué Guimarães tinham uma incidência que talvez pelo natural desgaste do tempo foi se perdendo. Aconteceu o mesmo em outras áreas. Estamos pensando com muito carinho no livro e na literatura. Eu sou um leitor voraz. O Eduardo Wolf, por ser da área, pode falar melhor do assunto.
Eduardo Wolf :Desde 1989, de maneira transversal, com a Coordenação do Livro e da Literatura, constituiu-se uma tradição de eventos muito importantes para a cidade. Desde a primeira gestão do PT vieram a Porto Alegre figuras como Cornelius Castoriadis, Francis Fukuyama e Robert Kurz, ou, no plano nacional, José Miguel Wisnik e Antonio Candido. Eram personalidades não só da literatura, mas do universo do livro e da cultura: intelectuais, historiadores, filósofos. Aconteceu uma boa parceria com a Usina do Gasômetro. Mas não se formou, como no caso do Porto Alegre em Cena, uma instituição independente de governante. Pretendemos retomar essa tradição de oferecer seminários, palestras e cursos buscando a autonomia dessas políticas públicas. Isso passa por um projeto chamado Universidade Aberta de Porto Alegre, que está nas metas para os cem primeiros dias de governo. Queremos reativar o contato com produtores e consumidores de livros.
Alabarse: Vamos injetar fôlego no Centro Municipal de Cultura, reabrir a nossa livraria, trabalhar bem para março a Semana de Porto Alegre, fazer o 24 horas de Cultura no Centro Municipal, com a biblioteca aberta, dando-lhe um banho de loja. As bibliotecas precisam de modernização em função das mídias eletrônicas e devem ficar acessíveis em horários diferenciados. A livraria precisa abrir à noite quando os eventos estão acontecendo para atender o público.
Correio do Povo: Como valorizar os grupos locais de teatro? 
Alabarse: É uma área que me diz muito respeito. Sou formado em Artes Cênicas. Conheço profundamente todas as questões do teatro local. A Secretaria não é um balcão. Cabe-lhe estabelecer políticas públicas. Existe um instrumento de fomento que é o Fumproarte. Temos um projeto na Usina do Gasômetro, a Usina das Artes, que contempla dez grupos. Eles precisam concorrer em edital público para ter espaços. A Usina do Gasômetro vai fechar para reforma, mas eles não serão despejados. Não serão os Sem-Teto do Teatro. Vamos buscar lugar para eles. Queremos recuperar os espaços fechados ou sem condições como o Teatro de Câmara e Cia de Arte. Estamos negociado com o secretário estadual da Cultura um convênio para receber sem custo o Centro Cenotécnico. É um espaço para que os grupos possam ter um depósito cenográfico e um lugar de ensaio e de produção. Não me venham com a ideia de abrir novos espaços. Primeiro, vamos recuperar. Temos de inaugurar o Teatro Elis Regina, inconcluso na Usina do Gasômetro há uns vinte anos.
Correio do Povo: Haverá parcerias com instituições internacionais? 
Alabarse: Estamos herdando a primeira grande parceria, que diz respeito à Usina do Gasômetro. Ela será restaurada, ao custo de três milhões de dólares, com financiamento do Centro Andino de Fomento. Graças a eles, abrimos quatro centro culturais em Canoas. Já vi o projeto para a Usina. Quero olhar para o mundo. Não podemos só olhar para o umbigo da prefeitura. Não teremos toda a verba necessária. Precisamos olhar para fora e buscar recursos por meio de leis de incentivo, de mecanismos internacionais e de parcerias público-privadas. Vamos buscar trabalhar com Aliança Francesa, Goethe…
Wolf: Há uma orientação da nova gestão para diversificar as possibilidades de realização econômica. Será formado um grupo envolvendo as secretarias do Desenvolvimento, da Cultura e de Parcerias Estratégicas para pensar uma legislação que contemple estruturas com as das Oscips e as parcerias público-privadas. Vamos seguir exemplos exitosos como o da Pinacoteca em São Paulo.
Alabarse: Temos um bom exemplo em Porto Alegre. Eu sou muito agradecido à Opus no caso do Araújo Vianna A reforma estava orçada em R$ 6 milhões. Custou R$ 18 milhões. A verdade objetiva é que o Araújo é a agora principal casa de espetáculos da cidade, um lugar limpo e seguro. Os caranguejos é que não conseguem entender. Se depender de mim, vai continuar e ser incentivado. Sem a Opus, seria um dinossauro no meio do parque. Precisamos melhorar as datas de uso municipal.
Correio do Povo: Foste criticado por aceitar convite de Marchezan?
Alabarse: Recebi as críticas com serenidade. Rótulos não me pegam mais. Não sou de esquerda, não sou de direita, não sou de centro. Sou da cultura. Farei o que for necessário para trabalhar com cultura junto a pessoas que eu respeite. Nunca fui filiado a qualquer partido. Já trabalhei com secretários do PT, do PSDB e do DEM. Falavam que se o Marchezan ganhasse ele acabaria com a cultura e com o Porto Alegre em Cena. O Alfredo Fedrizzi me disse que só tinha um jeito de saber: perguntando ao Marchezan. Eu achava bacana o jeito do Marchezan se comunicar na propaganda dele. Via uma sinceridade nele, diferente de um político tradicional. Foi marcado um encontro entre nós. Achei que seria de 15 minutos. Foi um jantar de três horas só entre nós. A empatia foi imediata. Não digo que ele seja infalível, ninguém é, mas acredito que ele quer mesmo melhorar a cidade.
Correio do Povo: Por que não apoiaste Melo, da gestão na qual participavas?
Alabarse: Porque acredito na letra de uma canção da Elis Regina: o novo sempre vem. Se eu estivesse satisfeito com a administração e com o quadro da cultura, teria apoiado o Melo, mas eu tinha que tentar mudar. Entre os dois, apostei no novo. Estou feliz. A minha primeira impressão do prefeito no governo é ótima. Fui bombardeado, tratado como traidor da classe. Não traí nada. Construí uma ponte para melhorar a cultura. Não fiz isso para ter cargo. Sou dinossauro: tenho idealismos. Vi naquele jovem candidato uma chance de mudança.
Correio do Povo: E a relação com Wolf. Críticos falam no petista e no neoliberal. 
Alabarse: Protesto veementemente: não sou petista.
Wolf: Luciano e eu nos conhecemos há 11 anos. Nunca em nossas conversas ideologias e partidos políticos foram assunto. Ninguém pode contestar a capacidade do Luciano como produtor e gestor cultural. Não estamos aqui para fazer contrapeso um ao outro. Luciano não tem preconceito com parcerias público-privadas. Eu também não tenho preconceitos com demandas reais. Não me incomodo quando me chamam de neoliberal. Mas sou da velha guarda. Tradicionalmente os partidos que não são vistos como de esquerda deram pouca importância à cultura. Isso mudou. Os grupos que se identificam como conservadores ou liberais são mais sofisticados hoje. Eles têm demandas. Eu me identifico com eles em vários pontos, especialmente no que se refere a uma desintoxicação ideológica dos ambientes culturais. Quando convidarmos alguém para trabalhar, não vamos fazer sua ficha corrida para saber em que partidos já votou, mas é óbvio que esta não será a administração para quem chegar com uma militância ideológica.
Alabarse: Eu sou um tropicalista. Gosto de misturar tudo. Aquilo que não é misturado me lembra purificação. Vou continuar como sempre fui.
Correio do Povo: Porto Alegre tem marcas fortes como o Porto Alegre em Cena. Fortalecê-las será o eixo principal desta nova gestão cultural? 
Alabarse: Temos um calendário. Março será o mês da Semana de Porto Alegre. Setembro, Porto Alegre em Cena. Precisamos, mais do que de quantidade, trabalhar bem esses eventos que fazem parte da identidade da cidade. Se depender de mim, voltará o Festival de Inverno.
Wolf: Temos de transformar eventos em políticas públicas.
Correio do Povo: As parcerias público-privadas terão ênfase?
Alabarse: Faço teatro há 40 anos. Nunca coloquei uma peça minha em lei de incentivo. Sempre paguei do meu bolso. Mas sei da importância dos mecanismos de fomento. O Estado precisa ajudar quando não é possível captar no mercado. O Porto Alegre em Cena tem 90% de patrocinadores incentivados. Quero também transformar o Porto Alegre em Cena numa fundação para que não dependa desta ou daquela pessoa ou governo. O Em Cena é uma instituição da cidade. Precisa de autonomia.
Correio do Povo: Como ficará o Carnaval?
Alabarse: O prefeito nos chamou para falar da realidade orçamentária assustadora da prefeitura. Mostrou que precisa fazer escolhas. O Carnaval não receberá um centavo de dinheiro público em 2017. Mas ele se mostrou disponível para ajudar a buscar patrocínio privado para o Carnaval. Vamos participar dessa força-tarefa. Foi uma decisão consciente, corajosa e transparente. Caxias e Santa Maria farão o mesmo. Canoas só terá duas muambas. As prefeituras estão no vermelho. Vamos trabalhar com muito empenho para achar as soluções possíveis.
Por Juremir Machado da Silva e Luiz Gonzaga Lopes

Inscrições para o Estúdio Geraldo Flach vão até esta quarta-feira

Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Serão oferecidas sete temporadas de abril a novembro Serão oferecidas sete temporadas de abril a novembro
A Coordenação de Música da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, responsável pela administração do Estúdio Gerald Flach, comunica que vão até esta quarta-feira, 18, as incrições para utilização do estúdio. O regulamento para participação neste concurso poderá ser obtido no site www.portoalegre.rs.gov.br/smc/editais.

As inscrições devem ser encaminhadas nesse período, das 14h às 17h, ao Estúdio Geraldo Flach, junto ao Teatro Túlio Piva, na rua da República, 575. Poderão se inscrever músicos, individualmente ou em grupo, que residam em Porto Alegre e não tenham realizado gravação profissional nos últimos dois anos. No caso de grupos, é necessário que a maioria simples dos mesmos seja composta por moradores da Capital.

Os interessados deverão enviar no mínimo três músicas de qualquer gênero, que pretendem gravar. Também deverão enviar a descrição do projeto do CD com a totalidade das faixas previstas. No caso de gravação de composições de outros autores, será preciso anexar a autorização dos mesmos ou dos detentores dos diretos autorais.

Serão oferecidas sete temporadas de abril a novembro.
1ª temporada: de 3 a 28 de abril de 2017 – 144 horas
2ª temporada: de 2 a 31 de maio de 2017 – 176  horas
3ª temporada: de 1 a 30 de junho de 2017 – 168 horas
4ª temporada: de 3 a 31 de julho de 2017 – 168 horas
5ª temporada: de 1 a 29 de setembro de 2017 – 160 horas
6ª temporada: de 2 a 31 de outubro de 2017 – 168 horas
7ª temporada: de 1 a 30 de novembro de 2017 – 160 horas

Cronograma
Inscrições: de 3 a 18 de janeiro, das 14h às 17h, no Estúdio Geraldo Flach, junto ao Teatro de Câmara Túlio Piva (rua da República, 575). Não serão considerados os pedidos feitos fora desse prazo e local.
Divulgação das inscrições homologadas: 20 de janeiro, no Diário Oficial de Porto Alegre, e no site www.portoalegre.rs.gov.br/smc
Prazo para recursos: 23 a 27 de janeiro
Publicação das inscrições habilitadas e inabilitadas: 31 de janeiro, no Diário Oficial de Porto Alegre e no site www.portoalegre.rs.gov.br/smc
Reunião de seleção: 21 de fevereiro, em local a definir.
Divulgação do resultado: 23 de fevereiro, no Diário Oficial de Porto Alegre e no site www.portoalegre.rs.gov.br/smc

Outras informações
Estúdio Geraldo Flach: (51) 3224-5466
Coordenação de Música: (51) 3289-8077


/musica

Texto de: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

13 de janeiro de 2017

Mostra de Dança Verão segue nesta sexta-feira apresentando a diversidade da Dança em Porto Alegre




Nesta sexta-feira, 13 de janeiro segue a 23ª Mostra de Dança Verão com a diversidade da produção em dança na cidade de Porto Alegre. Nesta noite destaca-se o espetáculo “O Medo”, de Jackson Brum, vencedor do prêmio de melhor bailarino no Prêmio Açorianos de Dança 2016, além do Grupo Restinga Crew, com a coreografia “Meus Conflitos Internos”, vencedor do prêmio de Destaque em Danças Urbanas também no Açorianos de Dança de 2016.

Serão exibidos ainda espetáculos balé, dança de salão, dança do ventre, danças árabes, dança tradicionalista, dança flamenca, dança contemporânea, danças urbanas e jazz com os grupos NECITRA, Ballet Maria Cristina Futuro , Aline Mesquita Danças Árabes, Grupo Tradição Cultura Herança TCHE/UFRGS, DuCorpo Studio de Dança, Studio de Dança Fernanda Mansur, Sabor Latino Cia de Dança, Cia Filhas de Rá, Ângela Ferreira Estúdio de Dança, Tayná Barboza, Grupo Nawaar, Loua Pacom Oulai, South Crew (Escola Karen Ibias Ballet), Luiza Karnas, Templo do Oriente , Grupo Modern Jazz, Essência Cia de Dança, Cia Al Farah, Swing Of Life, Cia Filhas de Rá, Al-málgama e Dullius Dance e Centro de Arte.

A 23ª Mostra de Dança Verão, que ocorre de 12 a 15 de janeiro no Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307), sempre às 20h, abre o calendário cultural de Porto Alegre. O evento promovido pela Coordenação de Dança da Secretaria da Cultura apresenta mais de 100 coreografias dos principais grupos da cidade.

Os ingressos custam R$ 20, com desconto de 50% para maiores de 60, estudantes, classe artística e funcionários públicos. A bilheteria abre a partir das 19h.

Outras informações Coordenação de Dança - Telefone 3289 8065 ou pelo email:tomazzoni@smc.prefpoa.com.br

Confira a Programação Completa:


Sexta-feira - 13/01


Baixão das Andorinhas, com NECITRA
Spartacus, com Ballet Maria Cristina Futuro
Raksat Al Amira, com Aline Mesquita Danças Árabes
Danças Tradicionais Gaúchas, com Grupo Tradição Cultura Herança TCHE/UFRGS
Doce de Mãe, com DuCorpo Studio de Dança
Tabla Mansur, com Studio de Dança Fernanda Mansur
Noches e Maravillas, com Sabor Latino Cia de Dança
Novos Rumos, com Cia Filhas de Rá
Seguidilha do Ballet Don Quixote, com Ângela Ferreira Estúdio de Dança
Por Estados Construídos, com Tayná Barboza
Derbak, com Grupo Nawaar
Fraternidade, com Loua Pacom Oulai
Sentimento, com South Crew (Escola Karen Ibias Ballet)
Corpofrenia, com Luiza Karnas
Clássica Egípcia, com Templo do Oriente
I Want You Back, com Ângela Ferreira Estúdio de Dança
Colina de Esperança, com Grupo Modern Jazz
Suíte Don Quixote, com Essência Cia de Dança
Leylat Hob, com Cia Al Farah
Tabu, com Swing Of Life
Meus Conflitos Internos, com Grupo Restinga Crew
Delicadeza da Flor, com Cia Filhas de Rá
O medo, com Jackson Brum
Baile de Gallus, com Al-málgama
Direto dos quadrinhos, com Dullius Dance e Centro de Arte

Sábado - 14/01


Deslocamento, com Renata Ibis
Divando, com Karen Ibias Ballet
Abraço, com Giovanni Vergo e Paola Vasconcelos
Carmen - Pax de Deux, com Dançart
Mallari - the auspicius instruments, com Cia Al Farah
Serenade, com Espaço de Danças Karine Neves
Wuenísima Fusion, com Las Wuenisimas
Alguns temperos, e..., com Tríade Escola de Arte
Fuego, com Centro de Arte Porto Alegre
Diana e Acteon - Pas de Deux, com Ballet Concerto
Ballroom Fox Trot, com Centro de Danças Arthur Murray
Aconchego, com Andança
Solos de Derbak, com Grupo Gawasy
Czardas, com Escola de Dança Ballerina
When I Grow Up, com Hölle Carogne
De Cuba a Cádiz, com Grupo de Dança Alumbra España
O amor só é bom se doer?, com Feelings Group
Noites na Broadway, com Noites na Broadway
Who you are?, com Studio Samanta Ballet de Base
Uma Noche Mas, com Carmem Rosca
Fingimentos Sinceros, com Alunos da disciplina "Estudos contemporâneos em dança III" - curso de Dança da UFRGS
Variação feminina de Diana, com Feelings Group
A Lenda da Noiva da Lagoa dos Barros, com Oficina de Dança Renata Guimarães
Apolo - Remontagem e adaptação, com Andança
Eloyá, com Cia de Dança Afro Omodua
Nykia - La Bayadere, com Rodrigo Figueiredo
Quem disse que não podemos voar ?, com Restinga Crew

Domingo - 15/01


Mulher do Fim do Mundo, com Circo Híbrido
Aganjú Lendê, Má Bérú, com Arte Negra Expressão Contemporânea
Do Inicio ao Fim, com Escola de Dança Karin Ruschel
Disritmia, com Cia Claquê
Sereias de Yemanjá, com Escola Harém
Mambo Gozon, com Espaço n
Riscos e rabiscos, com Andança
Calhambeque, com Claque Centro de Sapateado
Eretz, com Associação Cultural Israelita Ketzev
Em Flor, com Escola de Dança Karin Ruschel
Tientos, com Grupo Flamenco Silvia Canarim
Snujs Intermediário, com Escola Harém
Bachatango Seduzente, com Gafieira Club
Gesto, com Laboratório da Dança
Tango Pedimiento, com Aliento Flamenco Cia de Dança
Belly Hell, com Coexistar
La Cachilla, com Espaço n
Homenagem A Plauto Cruz, com Laboratório da Dança
Simples, com Cia Claquê
Cingerdi, com Estúdio de Danças Juliana Lorenzoni
Duas Vezes Lucas, com Restinga Crew
Caxinguelê, com Adarrum Coletivo de Danças Negras
Aziza, com Grupo Ana Aziza
Não Recomendado (palavras), com Grupo Intenso
Afro Sou, com Companhia Sou - Centro de Artes
Ballroom ChaCha, com Arthur Murray Dance Center
Pop Dance, com Andança
Odoyá, com Espaço de Dança Karine Neves
Valente, com Escola de Dança Karin Ruschel
Advento Old School, com Cia. de Dança Stravagance Street Dance

Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do RS distribui kits de livros



Bibliotecas públicas e comunitárias de todo o Rio Grande do Sul interessadas em obter kits compostos por 37 itens, de diversos tipos, entre ficção, biografias, infantis e de poesia  podem procurar o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do RS (SEBP-RS), em Porto Alegre. A instituição da Secretaria de Estado da Cultura funciona na rua Riachuelo, 1190 (prédio da Biblioteca Pública do Estado/BPE),  com uma equipe à disposição das prefeituras para efetuar a capacitação de servidores e ajudar na implementação de novos espaços de leitura e pesquisa. Municípios podem entrar em contato pelo telefone (51) 3225-1124 ou e-mail sebprs@gmail.com.



Os livros, DVD’s e songbook são resultantes de doações de autores, como contrapartida de obras publicadas com financiamento do Pró-Cultura/Lei de Incentivo à Cultura (LIC), numa forma de retorno à  sociedade pelo investimento realizado com recursos públicos. Nos títulos oferecidos é possível encontrar obras para crianças, como “Um Ipê para Manoela”, ”Histórias do Vovô Zacharias”, ”Procura-se Crianças Encantadas”, “Cabruxa, a Bruxa Inventada”, e para todas as idades, como “Pequeno Príncipe”. O regionalismo se faz presente em ”Sepé Tiaraju”, no catálogo “Simões Lopes Neto”, assim como no songbook “Luiz Carlos Borges: a Alma Atada na Gaita” e no DVD “Os Serranos: Conhecendo o Rio Grande do Sul”. As artes visuais estão representadas em “Hélio Oiticica: o Restauro da Obra”. E também a arquitetura e urbanismo, em ”Cidades Contemporâneas”, “Rio Taquari -  Antas”, ”Ivotí: Meu Lugar Especial” (com linguagem infantil), ”Parque Farroupilha-Redenção – Histórias de Porto Alegre” e “Resgate do Patrimônio Histórico: Parque Farroupilha 2016″. Merece destaque “Aristides Bertuol, o Automobilismo”, sobre o piloto que desempenhou fundamental papel no automobilismo gaúcho e brasileiro.

Os demais títulos são: ”Academia RS de Letras (vários títulos)”, ”Brasil:a Cultura Política…”, ”Os 20 melhores contos de Aldyr Schlee”, “Das Frestas e Labaredas”, “Biblioteca Pública” (folhetos e cartazes), e “Antônio Chimango (2 volumes), “Getúlio Vargas, o Lado Obscuro…”, “Eu Poesia”, “Launa”, “Alceu Feijó: a Imagem Além do Tempo”, “Além do Corpo”, “Presença Sinistra”, “Raquel Magalhães”, “Lívia dos Santos”, “O Sargento, o Marechal e o Faquir”, “Rei do Livro”, “Crônicas Douradas”, “Alicate Contra Diamante”, “Expedição Brasil”,  ”Livro do Ano – Prosa e Poesia 2016″ e “Onça, à Sombra das Florestas”.

Rainha do Carnaval será conhecida neste final de semana


Foto: Liespa/ Divulgação PMPA
Ao todo, 16 candidatas estão concorrendo à coroa carnavalesca A
o todo, 16 candidatas estão concorrendo à coroa carnavalesca
A Rainha do Carnaval de Porto Alegre 2017 será conhecida neste domingo, 15, a partir das 20h, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liespa), no Porto Seco. O ingresso antecipado é R$ 10. Além disso, mesas para quatro pessoas, o valor é de R$ 100 e o camarote para vinte pessoas é R$ 600. Ao todo, 16 candidatas estão concorrendo a coroa carnavalesca.

Por decisão da direção artística do evento, os nomes completos das 16 candidatas não vão ser divulgados. Estão concorrendo: Dieniffer da União da Tinga, Isabela da Imperatriz Dona Leopoldina, Ilana do Estado Maior da Restinga, Thalya da União da Vila do IAPI, Luelynie da Vila Isabel, Alexia do Imperadores do Samba, Caroline da Copacabana, Maiane do Império da Zona Norte, Pamela da Embaixadores do Ritmo, Maiara da Realeza, Raquel da Tribo Guaianazes, Rita do Acadêmicos da Orgia, Elissandra do Fidalgos e Aristocratas, Tayna da Acadêmicos de Gravataí, Thaís do Bambas da Orgia e Amanda da Império do Sol.  
Clique aqui para conhecer as candidatas.


/carnaval /cultura

Texto de: Josiele Rangel de Campos (estagiária)/ Supervisão: Cleber Saydelles
Edição de: Andrea Brasil
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

12 de janeiro de 2017

COMUNICADO IMPORTANTE – PONTOS DE CULTURA





sedac

A Secretaria de Estado da Cultura informa os 81 Pontos de Cultura espalhados pelo Rio Grande do Sul quanto a necessidade de firmar um novo termo aditivo para adequação dos convênios, de acordo com as orientações passadas pelo Ministério da Cultura no dia 21/12/2016.
Até o próximo dia 23 de janeiro todas as entidades deverão ter assinado o Termo de Compromisso Cultural – TCC. Sendo assim, em função do curto prazo, reforçamos que é de extrema importância que os representantes das entidades estejam atentos às notificações que lhes serão enviadas e procurem atender às solicitações o mais prontamente possível.
As instituições que não respeitarem esse prazo terão os contratos automaticamente rescindidos.
Os representantes legais das entidades poderão assinar o documento de TCC na própria Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul (em data que será devidamente informada), ou encaminhar o documento assinado pelo correio.
Estamos à disposição para qualquer dúvida
(51) 3288-7536
ou
(51) 3288-7519

11 de janeiro de 2017

Liga das escolas de samba informa que TAC permite liberação de R$ 7 milhões

via correio do povo;


Presidente informou que vai decidir em três dias se carnaval de Porto Alegre será competitivo
Liga das escolas de samba informa que TAC permite liberação de R$ 7 milhões | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP Memória
Liga das escolas de samba informa que TAC permite liberação de R$ 7 milhões | Foto: Ricardo Giusti / PMPA / CP Memória



Devido à crise financeira de Porto Alegre e à dificuldade de obter recursos para cumprir pagamentos de atividades essenciais, o prefeito Nelson Marchezan confirmou o corte da verba que seria destinada à realização do carnaval da cidade. O presidente da Liga das Escolas de Samba do município (Liespa), Juarez Gutierrez, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba, nesta quarta-feira, que foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a entidade, o Ministério Público e a prefeitura para o repasse de verbas públicas para o desfile de 2017.
"Nós temos um TAC firmado entre nós, Ministério Público e prefeitura, que permite que o município nos envie até R$ 7 milhões para a realização do desfile. Neste TAC, firmado em 2016, nós temos compromissos da Liespa, que seriam as nossas contrapartidas, e estamos realizando o nosso segundo evento com recursos próprios, que será o concurso da rainha do carnaval. Nós estamos cumprindo tudo aquilo que foi acordado com as instituições, independentemente de quem era o prefeito à época", afirmou Gutierrez. 
Gutierrez afirmou que a Liespa tem quatro itens a serem cumpridos como contrapartidas e garantiu que os eventos serão realizados na íntegra. "Temos de ver como isso será encarado pela prefeitura e pelo Ministério Público. Cumprimos a primeira etapa de eventos e estamos com a disposição para finalizar tudo, até para ficarmos à vontade para cobrar do poder público. 
O presidente da Liespa afirmou que o mínimo de recursos necessários para a realização do carnaval seria R$ 4 milhões e se mostrou pessimista quanto à realização do desfile no próximo mês. "Estamos com essa apreensão. De qualquer maneira, ainda teremos mais uma reunião com a prefeitura e vamos realizar alguns encontros com dirigentes das escolas para definir em conjunto que tipo de apresentação pública faremos. Podemos realizar até um desfile com protesto. Dentro de três dias vamos ter uma posição definitiva sobre isso", assegurou.  
Correio do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público que, em função do recesso, só vai se manifestar à tarde a respeito do conteúdo do TAC. 
    

Secretário da Cultura da Capital, Luciano Alabarse, e o adjunto, Eduardo Wolf, explicam suas ideias para POA


Entre os projetos, estão a retomada do Festival de Inverno e a criação de uma Universidade Aberta

Por: Fábio Prikladnicki
Secretário da Cultura da Capital, Luciano Alabarse, e o adjunto, Eduardo Wolf, explicam suas ideias para POA  Tadeu Vilani/Agencia RBS
Eduardo Wolf, secretário-adjunto de Cultura de POA, e Luciano Alabarse, secretário de culturaFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS 
Coordenador-geral do Porto Alegre Em Cena, festival que idealizou há mais de 20 anos, o diretor de teatro Luciano Alabarse pretende levar à Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre (SMC) um pouco da experiência que teve nos últimos quatro anos como secretário da Cultura de Canoas, uma gestão considerada bem-sucedida pela projeção que conferiu à cidade da Região Metropolitana na área.
Nesta entrevista, concedida ao lado do secretário-adjunto Eduardo Wolf, o novo titular da pasta na Capital defende que o setor não pode ficar à mercê dos minguados recursos tradicionalmente reservados ao setor – menos de 1% do orçamento da prefeitura, segundo projeção da Lei Orçamentária Anual de 2017. Seu discurso é o de estabelecer parcerias, seja com órgãos de fomento, seja com a iniciativa privada. Embora o orçamento elaborado pela administração de José Fortunati para 2017 preveja R$ 64 milhões para a SMC (e despesas totais com a cultura da ordem de R$ 65,4 milhões), Alabarse garante que o valor será revisto pela nova gestão. Tampouco há martelo batido sobre o R$ 1,2 milhão previsto para o Fumproarte, embora o secretário garanta a continuidade do fundo. Veja, a seguir, as ideias de Alabarse e Wolf para a cultura de Porto Alegre. Entre os projetos, estão a retomada do Festival de Inverno e a criação de uma Universidade Aberta.
Qual o orçamento anual que vocês vão administrar?
Luciano Alabarse – O orçamento está sendo discutido. O prefeito congelou durante 90 dias todos os pagamentos para ter um diagnóstico realista das finanças. Então, essa pergunta poderá ser respondida em 90 dias.
Eduardo Wolf – O prefeito tem insistido na ideia de que a Lei Orçamentária de 2017, em certo sentido, é uma peça de ficção. Isso inclui o que é destinado à SMC. O que não quer dizer que o valor é inventado, mas não temos certeza se aquelas atribuições serão efetivadas. Não significa que a gente vai interromper o que está previsto, mas é preciso tomar pé da situação mais detalhadamente.
Alabarse – A cultura tem uma característica: não trabalha só com recurso orçamentário, mas com captação de outras verbas. O caminho é não depender só do que está no orçamento, de uma fonte única de financiamento.
Que tipo de parcerias podem ser feitas com a iniciativa privada?
Alabarse – As mais cotidianas serão estabelecidas via leis de incentivo. Todos os projetos da cultura podem ser incentivados. Mas não é só disso que estamos falando.
O município não tem uma lei de incentivo à cultura.
Wolf – Foi criada uma pasta específica para isso (Secretaria de Parcerias Estratégicas). Essa pasta deve liderar inclusive o desenho de novos projetos que vão buscar os melhores formatos, seja PPP (parceria público-privada), lei de incentivo, OSs (organizações sociais) ou Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Não há uma preferência específica por um desses modelos. Os casos serão estudados em suas particularidades. Mas a ideia é que a legislação municipal permita todas essas possibilidades.
Alabarse – Um exemplo objetivo: a Usina do Gasômetro. Até onde sei, já está aprovada uma verba, via CAF (Corporação Andina de Fomento), de US$ 3,2 milhões, para reforma e inclusive a gestão do espaço. Trata-se de uma grande notícia. Se não houvesse esse instrumento de captação, via CAF, a reforma poderia se estender indefinidamente. Já digo agora: não tenho nada contra nenhum dos instrumentos que possam devolver à cidade equipamentos reformados e bem estruturados. Mas acredito que esse modelo de gestão pública, de algum jeito, está esgotado. Não estou nem falando mal. É que ele cumpriu um ciclo. O que estamos vendo é que, na cultura, os orçamentos são sempre menores do que as necessidades. Para as coisas funcionarem, a gente tem que ser criativo. Em Canoas, fiz projetos em equipamentos via CAF, por isso confio nesse modelo. É seriíssimo.
O modelo que você disse que está esgotado é o do financiamento público à cultura exclusivamente com verba orçamentária?
Alabarse – Sim. Não há uma cidade brasileira que atenda a todas as demandas da área da cultura apenas com verbas orçamentárias. As prioridades para a sociedade são segurança, saúde e educação. Essas áreas precisam de um aporte municipal, estadual ou federal maior. Cabe aos agentes da cultura entenderem isso e criarem outras formas de resolver as demandas da sua pasta.
O site Dossiê Palcos Públicos de Porto Alegre noticiou que a prefeitura deve R$ 52 mil em ajudas de custo para os artistas do projeto Usina das Artes. Também há reclamações de servidores da área do cinema sobre salários atrasados. E artistas que foram contemplados com financiamento do Fumproarte reclamam de não ter recebido. Vocês têm noção da dívida herdada e sabem quando ela será paga?
Alabarse – Esses exemplos são reais, os atrasos existem, inclusive me incluo neles: como coordenador do (Porto Alegre) Em Cena, também não fui pago. Tudo o que foi citado está no meu radar de solução, temos que resolver essas pendências, me comprometo em não deixar essa situação parada. Só que depende de uma conjuntura. O prefeito precisa ter o quadro completo das pendências. E isso não se consegue tão rapidamente. Antes de 90 dias, nenhuma dívida será paga.
Qual é o seu projeto para a Usina do Gasômetro? O prédio vai mesmo ser fechado para reformas?
Luciano Alabarse – Certamente vamos fechar a Usina para reformas. Não há como fazer a obra com o prédio funcionando. O que vai acontecer com os grupos do projeto Usina das Artes? Ainda não sei, mas estamos conversando para realocá-los. Isso é o que tenho que me comprometer. Tenho de encontrar locais para que eles não fiquem sem teto. Uma ideia é usar o prédio da Cia. de Arte, que é da prefeitura. Também já tive uma reunião com o (secretário estadual da Cultura) Victor Hugo para que ele me ceda o Centro Cenotécnico, que está fechado, aos produtores que ficaram sem um local de guarda cenográfica desde o fechamento desse espaço. Eu guardava o material dos meus espetáculos nesse local, e tive que tirar tudo de lá. O Victor Hugo concordou em passar para mim a gestão. Isso é certo: o Usina das Artes não vai parar. O comprometimento é onde estarão alocados nesse tempo os 10 grupos participantes do projeto.
Quando a Usina do Gasômetro ficará fechada e por quanto tempo?
Alabarse – Ninguém consegue dizer quanto tempo exato um prédio dessa magnitude ficará fechado. Mesmo com financiamento garantido, as obras sofrem atrasos – de empreiteira, fornecedora, material. O importante é: nunca vamos ter um dinheiro desses se não aproveitarmos o fomento da CAF. É uma bênção ter essa verba substancial para reformar a Usina.
Depois, a Usina vai ser terceirizada, vai ser administrada por uma OS?
Eduardo Wolf – Não será exatamente uma OS porque não temos ainda esse tipo de legislação aqui. Mas será uma fundação.
Alabarse – Estou recebendo esse projeto, não participei dele. Já está aprovado (pela gestão anterior). Não estou entregando a Usina para que uma organização privada (o Instituto Odeon) pense-a artisticamente. Os espaços artísticos da Usina terão o DNA da secretaria. O Usina das Artes será preservado. Digo isso porque já vi o projeto de reforma. O cinema também fica, apenas deslocado para outra área. O Teatro Elis Regina aumenta. Se eu não concluir o Teatro Elis Regina, peço demissão! As pessoas perguntam: "Vão entregar a Usina para a iniciativa privada?". Não é isso. É estar junto. E isso é saudável. O que quero é tempo para pensar artisticamente a Usina. Semana passada, estourou um cano lá. Se eu tiver alguém que cuide disso, vou agradecer.
"O Gasômetro terá o DNA da secretaria", garante AlabarseFoto: Omar Freitas / Agencia RBS
Wolf – Não que houvesse problema de um formato em que a gestão artística ficasse com uma fundação. Não é esse o caso. Há casos altamente bem-sucedidos do governo do Estado de São Paulo, como a Fundação Osesp, que administra a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, ou a associação que administra a Pinacoteca do Estado de São Paulo. São dois organismos públicos que são exemplos de gestão. E são OSs. Não é preciso ter medo desse tipo de modelo. Não é um modelo caricato em que você está entregando aparelhos públicos para uma perversa instituição privada.
Alabarse – Esse é o exemplo mais bacana que poderia ser dado (o exemplo da Osesp). Com a chegada do Arthur Nestrovski, a orquestra deu um salto de qualidade. E há toda a prestação de serviço comunitário. São essas medidas que não terei medo de encarar, afinado com esses novos tempos.
Wolf – Há exemplos de OSs que deram errado. Não haverá fidelidade a determinado modelo. O modelo é o que está dando certo e como podemos aprender com isso.
A Sala P.F. Gastal está garantida após a reforma do Gasômetro?
Alabarse – Nenhum espaço atual da Usina será suprimido na reforma. A ideia do arquiteto responsável é criar uma área de circulação como a dos cinemas de shopping, para atendimento, venda de ingressos, bar. A ideia da reforma é essa: ter uma área de atividades cotidianas da Usina, como a venda de ingressos para todas as atividades, cinema, teatro etc., mais aproximada.
A previsão da gestão anterior era reabrir o Teatro de Câmara Túlio Piva em 2017. Pelo visto, isso não vai ocorrer.
Alabarse – Até onde sei, não há nenhum projeto arquitetônico aprovado ainda. E não se começa nenhuma obra sem que o projeto arquitetônico esteja aprovado. Começou essa tratativa? Começou. Mas não terminou. O que vou fazer? Agilizar. O Teatro de Câmara é meu modelo de prédio que está fechado e precisa ser devolvido à cidade.
Pode ser feita uma parceria com a iniciativa privada?
Alabarse – Será feito tudo o que for possível para se ter os recursos necessários. O que me interessa é reabrir. Não vou dar o Teatro de Câmara para uma empresa privada. É um prédio público. Mas preciso ter recursos para reabri-lo.
Concretamente, qual é o próximo passo do Teatro de Câmara?
Alabarse – Terminar o projeto de restauro. Já pedi para ver esse projeto, mas ele não chegou até mim ainda. Estamos no início do trabalho, formatando a equipe... Posso dizer que será uma meta da secretaria a reativação dos espaços públicos que estão fechados. Isso é fundamental para que a cidade tenha um escoadouro de sua produção artística. Não estou falando só de teatro. Penso, por exemplo, numa instituição como o Atelier Livre. Em algum momento, no seu pico de importância, havia 38 professores e, não sei exatamente o porquê, hoje tem oito. Isso não pode ficar assim. O Atelier Livre é uma instituição de Porto Alegre.
O que será feito com o Atelier Livre?
Alabarse – Não apenas o Atelier Livre será fortalecido, mas todos os equipamentos ou instrumentos que venham em benefício da cultura da cidade. O Atelier Livre é fundamental, assim com a Cia. Municipal de Dança, que tem um trabalho social incrível. O novo secretário da Educação (Adriano Naves de Brito), esses dias, conversando comigo, disse que quer manter toda a atividade que essa companhia desenvolve com a Educação. Essas parcerias precisam ter potência e visibilidade. Estou satisfeito, até o momento, com a valorização da cultura na nova administração. Durante a campanha, ouvi muitas vezes que o Marchezan ia acabar com a cultura, com o Porto Alegre Em Cena – que foi a razão prioritária da minha aproximação com ele. Pensei: "Vou perguntar para ele". E a conversa que tivemos foi incrivelmente produtiva. Não apenas sobre o Em Cena, mas sobre toda a cultura.
Como vai ser o Porto Alegre Em Cena do secretário Luciano Alabarse?
Alabarse – Durante meu tempo de Em Cena, solidifiquei uma equipe. Um evento potente, importante como esse, não pode depender de uma pessoa. Essa equipe nem é mais contratada com recursos orçamentários. A maioria dos funcionários do Em Cena, hoje, é paga via patrocinadores, leis de incentivo. Tudo muito claro, com prestação de contas. Obviamente, não vou poder estar lá todos os dias, como fiz até a edição passada. Mas não vou deixar de dar meu pitacos.
Segue sendo o coordenador-geral?
Alabarse – Não. Quem vai assumir? Não digo. Ainda. Estou pensando. Uma coisa eu asseguro: entre os eventos da cultura, o Porto Alegre Em Cena é o que mais me dá tranquilidade. O projeto deste ano está formatado, está tudo se encaminhando.
E qual será o seu cargo?
Alabarse – Não vou ter cargo, vou ser que nem Deus, onisciente (risos). Vou estar vendo tudo. Talvez eu pleiteie que prestem atenção nas minhas sugestões de curadoria... No meu horizonte, está o de construir uma fundação para o Em Cena. E, com isso, tornar o festival mais capacitado para andar com seus próprios pés, independentemente de quem está aqui, de quem é o secretário.
Embora a Feira do Livro de Porto Alegre seja organizada pela Câmara Rio-grandense do Livro, a prefeitura pode realizar parcerias, tendo em vista a experiência da Feira do Livro de Canoas?
Alabarse – Isso é uma das coisas de que me orgulho: aprendi a fazer uma Feira do Livro. Não é o mesmo que fazer um festival de teatro. Na nossa Feira (de Porto Alegre), dependo muito mais de a Câmera querer a nossa presença do que nós nos impormos. Agora, posso te dar um furo mundial: queremos reeditar o Festival de Inverno, com uma ênfase muito grande na área do livro.
Wolf – A cultura de Porto Alegre tem uma tradição muito forte com relação ao livro. Uma das ideias que temos é potencializar a Coordenação do Livro e da Literatura, transformando-a em uma espécie de embrião de um projeto maior chamado Universidade Aberta. Vamos aproveitar a expertise da Coordenação do Livro com seminários, palestras, conferências e outras atividades realizadas nos Festivas de Inverno da gestão do secretário Sergius Gonzaga. Queremos criar uma estrutura como as que existem em França, Inglaterra, Austrália. Mesmo no Brasil existe uma figura jurídica do MEC (Ministério da Educação) chamada Universidade Aberta. Nosso modelo jurídico está sendo desenhado. Vocês falavam no Teatro de Câmara. Lembro de ter organizado um seminário de filosofia lá, em 2007, com professores da USP, da Bahia e do Paraná chegando para dar palestra no sábado de manhã, no inverno, com o teatro lotado para ouvir um cara falar sobre Wittgenstein. Porto Alegre tem essa tradição. Queremos retomar isso, em parceria com a Secretaria da Educação e com as universidades.
A ideia é oferecer cursos?
Wolf – Não só isso. Resolvemos iniciar o projeto a partir da Coordenação do Livro por causa dessa experiência bem-sucedida. Mas não é só. Queremos que essa estrutura, crescendo como esperamos que cresça, sirva também para a formação continuada e a reciclagem dos professores da rede municipal de Porto Alegre, por exemplo. Outra função que pode vir a cumprir, espero, é servir para agrupar, como uma espécie de hub de grupos de estudo, de think tanks nacionais e locais. Aqui, há vários grupos que começaram a se organizar para estudar autores, linhas de pensamento. Sem imposição prévia, esses grupos podem ter a guarida dessa estrutura e criar um circuito de reflexão crítica. Se puderem ter uma participação na esfera pública, apresentando suas ideias em diálogo com outros grupos, a Universidade Aberta cumpriria esse papel.
O Festival de Inverno voltaria em que formato?
Wolf – O festival atrai um público muito interessante de estudantes e universitários. Portanto, é muito interessante fazer com que coincida com o período das férias de inverno. Mas a gente vai ter que ver isso com cautela. Queremos que os projetos não sejam interrompidos, que tenham a continuidade exemplar que o Porto Alegre Em Cena teve desde o seu primeiro ano.
A prefeitura tem 25% das datas do Auditório Araújo Viana. Como serão aproveitadas?
Alabarse – Mais um exemplo de parceria – com a Opus – que deu certo. O poder público não foi entregue, mas se conseguiu uma produtora parceira. A taxa de ocupação do município não é usada, salvo eu esteja errado, na sua totalidade. Isso pode mudar. O Em Cena já usou o Araújo Vianna em datas municipais. No encontro que tive com o secretário Victor Hugo, ele me passou que tem a ideia de oferecer concertos gratuitos da Ospa no Araújo. Solicitou as datas do município. Daí nem se paga o cachê da orquestra, porque é a contrapartida do Estado, e, ao mesmo tempo, não se cobra a taxa de ocupação. Certamente, teremos a Ospa em concertos gratuitos em datas do município.
Auditório Araújo ViannaFoto: Camila Domingues / Especial
Quais são os planos para a Companhia Municipal de Dança?
Alabarse – A companhia é tocada pelo Airton Tomazzoni, com um trabalho digno de todos os elogios. Vamos valorizá-la. Não só com apresentações, mas com outros projetos, como oficinas. Se você me permite, eu gostaria de citar nossa vontade de revigorar o que chamamos de descentralização. Porto Alegre está dividida em 17 regiões. Algumas dessas têm fragilidades sociais. É um pedido do prefeito: "Atendam a essas populações". Então, que a cultura faça isso.
Wolf – O prefeito tem conversado conosco com alguma insistência. Se você oferece cultura a crianças de zero a três anos, e depois na faixa dos quatro aos seis, o impacto no desenvolvimento das capacidades é muito maior. Há, portanto, um retorno muito maior do que se gastarmos a partir dos oito anos. A mesma coisa se repete até o início da adolescência. Queremos usar a estrutura da descentralização com oficinas de teatro, de artes, de sensibilização musical, contações de história para as crianças.
Alabarse – Essa me parece a vocação da descentralização. Muito mais isso do que apresentar um espetáculo pronto. Queremos trabalhar o aspecto formativo.
A SMC terá um espaço na Caixa Cultural, que está em obras desde 2009. Como está o envolvimento da prefeitura?
Alabarse – Essa é uma obra da Caixa, então as respostas têm de vir da Caixa. A ideia é que, a partir do estabelecimento de um convênio, toda a estrutura administrativa da SMC ocupe cinco andares desse prédio.
Vocês têm ideia de orçamento para o Fumproarte?
Alabarse – A descentralização vai cuidar do aspecto formativo, e o Fumproarte vai atender aos artistas, aos profissionais da área. O Fumproarte tem que acontecer. Não se pode eliminá-lo. E não apenas porque é uma lei, mas porque é importante, um braço de parceria entre o poder público e os produtores culturais. A gente pretende captar recursos para fortalecer o mecanismo. O Fumproarte também pode captar verbas. Outra coisa que será prioridade: os prédios da Cultura. A SMC tem um organograma predial impressionante. Mas muitos desses prédios estão relegados ao fechamento. A rede de equipamentos precisa funcionar. Para que a produção cultural escoe, seja potente, a gente precisa dessa rede. Sem ela, tudo se perde. Vou direcionar minha energia para recuperar a potência dos equipamentos culturais do município.
QUEM SÃO
Luciano Alabarse
Diretor teatral há 40 anos, atuou à frente da Coordenação de Artes Cênicas da SMC, dirigiu a Usina do Gasômetro e é o criador do Porto Alegre Em Cena. Entre 2013 e 2016, esteve à frente da Secretaria da Cultura de Canoas.
Eduardo Wolf
Graduado em Filosofia pela UFRGS, cursa doutorado na USP e é colaborador do jornal O Estado de S. Paulo e da revista Veja, além de professor na Casa do Saber e curador-assistente do Fronteiras do Pensamento.
O Instituto Odeon
Trata-se de uma Organização Social (OS) mineira que trabalha com gestão de projetos e equipamentos culturais – entre estes o Museu de Arte do Rio (MAR). Conforme nota emitida pela SMC ao final da gestão passada, foi a organização escolhida em conjunto com a Corporação Andina de Fomento (CAF), financiadora das obras da orla do Guaíba, para cuidar da administração do Gasômetro após a reforma.