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Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

30 de junho de 2015

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - IX



PARTE IX

FRANCISCO MADERO MARENCO

Francisco Madero Marenco, de gravata

El joven pintor costumbrista Francisco Madero Marenco (nieto del recordado Eleodoro Marenco) inauguró una nueva muestra de sus obras en el local de Arandú Atalajes en la Ciudad de Buenos Aires.

La exposición de 18 nuevas obras (incluso uno a la que le dió las últimas pinceladas la noche anterior a la inauguración) puede visitarse hasta el Viernes 6 de Noviembre de 2009 en Talcachuano 949 - Buenos Aires en estos horarios: de Lunes a Viernes de 10 a 20.30 hs, y los Sábados de 10 a 13 hs.

De la inauguración realizada el Jueves 22 de Octubre participaron distintas personalidades del tradicionalismo, como el Dr. Romero Carranza: Pintor, Escritor y Jurado de la Sociedad Rural Argentina; el Artesano Armando De Ferrari, quien escribiera unas afectuosas palabras como presentación del catálogo de la muestra y que fue quien dió la nota de la tarde al ser el único que lucía Pilchas Gauchas; el Soguero Pablo Lozano; El Pampa Cura de los pagos de Chivilcoy; la Sra. del recordado Soguero Luis Alberto Flores; y muchos otros que se acercaron a disfrutar no sólo de las obras de arte, sino también de unas empanadas y una copa de vino.

La obra de "Panchito", como le dicen sus allegados, reflejan escenas del campo, el gaucho, sus caballos, sus tareas, los indios; todo con una cantidad de detalles que hacen que uno se quede mirando un largo rato cada cuadro.

Como dice Armando De Ferrari en la presentación del catálogo: "De su pincel salieron potros y redomones, paisanos y domadores, vacas recien paridas y yeguadas, yerras y tolderías, indios y milicos, patrones y capataces, federales y unitarios, postas y galeras, muchos cielos y casi todos los paisajes de nuestra querida patria..".

Agradecemos a Nicolás Bunge de la Librería Capítulo I por hacernos llegar la invitación, y a Luis María Loza, de Arandú Atalajes, por la deferencia que tuvo con nosotros.

ALGUMAS OBRAS







29 de junho de 2015

DOMINGO CULTURAL CTG GLAUCUS SARAIVA - 05/07


O CTG GLAUCUS SARAIVA CONVIDA A TODOS PARA O DOMINGO CULTURAL, A REALIZAR-SE NO GALPÃO DO CTG, CONFORME PROGRAMAÇÃO DESCRITA ABAIXO:


PREÇO DO MOCOTÓ: R$ 15,00
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS!

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - VIII



PARTE VIII
VOLDINEI BURKERT LUCAS


Voldinei Burkert Lucas, 58 anos, natural de Pelotas-RS. Cursou o Ateliê Livre da Prefeitura de POA em 1981/82 e em 1992 cursou Artes Plásticas na UFRGS. Verbete do Dicionário de Artes Plásticas do RGS e da Enciclopédia Itaú Cultural.

Atualmente, morando na cidade de Canoas, dedica-se ao desenho, pintura e gravura, tendo como temática o “Rio Grande do Sul”, explorando sua beleza plástica e seus aspectos histórico-culturais, assim como a paisagem urbana e campeira (motivos gauchescos).





PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - VII



PARTE VII
ELEODORO MARENCO


Eleodoro Ergasto Marenco nació en Buenos Aires el 13 de julio de 1914.

Con innato talento y verdadera pasión investigó, dibujó, pintó y esculpió la tradición y la historia argentina por más de 60 años.

Su inclinación artística nació en las vivencias rurales de su niñez, imágenes guardadas en su memoria, que aparecieron con nitidez creciente en sus dibujos y en sus pinturas, cuando la madurez artística se potenciaba con la madurez del hombre.

Marenco persiguió sin descanso la perfección de los trazos. Un minucioso trabajo de investigación histórica precedió sus obras a lápiz, carbonilla, pluma, témpera, acuarelas y óleos. Con el coraje del autodidacta comprometido con su tierra y el afán por retratar con fidelidad las huellas del pasado, el perfil de cada época y de cada personaje, consiguió que sus trabajos se transformaran en verdaderos documentos siendo, aun hoy, máximo referente e indiscutida fuente de consulta para todos aquéllos que buscan la rigurosidad histórica.

El caballo y el hombre de a caballo fueron dos de sus temas primordiales, en las múltiples facetas del gaucho, el indio, el soldado.

Su prestigio ha transpuesto nuestras fronteras a América y Europa.

Su fallecimiento, acaecido el 17 de junio de 1996, dejó un espacio muy difícil de reemplazar, pero su obra continúa viva.

ALGUMAS OBRAS








25 de junho de 2015

Morre o tradicionalista Nico Fagundes, aos 80 anos, em Porto Alegre


Cantor, compositor e apresentador estava internado há cerca de um mês no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre

Por: Zero Hora
24/06/2015 - 22h10min | Atualizada em 25/06/2015 - 06h32min
Morre o tradicionalista Nico Fagundes, aos 80 anos, em Porto Alegre Ricardo Duarte/Agência RBS
Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS
Morreu nesta quarta-feira, em Porto Alegre, um dos expoentes da cultura tradicionalista do Rio Grande do Sul. O historiador e folclorista Antônio Augusto Fagundes, respeitado tanto pelo trabalho como poeta quanto de estudioso da alma e das tradições gaúchas, tinha 80 anos.
Mais conhecido como Nico, nos últimos anos enfrentara uma série de problemas de saúde – um derrame, em 2000, e uma infecção que chegou a deixá-lo em coma, em 2010. O autor da célebre letra do Canto Alegretense nasceu em Alegrete em 4 de novembro de 1934 – município que homenagearia com a composição, um dos hinos da música regionalista (conheça detalhes da letra do clássico).
Chegou a Porto Alegre aos 20 anos e rapidamente se enturmou com os fundadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Inicialmente, atuou como poeta e divulgador da obra de, entre outros, Aparício Silva Rillo e Jayme Caetano Braun.

Veja o legado de Nico Fagundes na academia, na música, no cinema e na TV
Depois de formar-se advogado – Teixeirinha, Gildo de Freitas e outras personalidades ligadas à cultura regional foram seus clientes –, Nico se especializou em História do Rio Grande do Sul e fez Mestrado em Antropologia Social. Dedicou-se a pesquisar a formação, a identidade e os costumes típicos do Sul, levando-os a conhecimento do público por meio de livros, canções e, sobretudo, graças a sua atuação nos meios de comunicação.
A vida de Nico, em fotos:
Ainda na Fronteira, aos 16 anos, já trabalhava no jornal Gazeta de Alegrete, como cronista e repórter, e na Rádio Alegrete, apresentando programas humorísticos e gauchescos. Na Capital, ingressou na redação de A Hora em 1954 e, na TV Piratini, no final daquela década.
Bento Gonçalves na TV
Ampliou sua atuação para o cinema e chegou a interpretar Bento Gonçalves na minissérie global O Tempo e o Vento, exibida em 1985. Ficaria ligado para sempre como o homem à frente do programa dominical Galpão Crioulo, exibido desde 1982 pela RBS TV – e que Nico definiu, certa vez, como maior vitrina da música gauchesca.
O bordão "Gaúchos e gaúchas de todas as querências", que repetia semanalmente na televisão, tornou-se um dos mais conhecidos do gauchismo, e ajudou a tornar Nico uma das principais referências do folclore local. Com seu irmão Bagre Fagundes e com os sobrinhos Neto, Ernesto e Paulinho formou o grupo Os Fagundes, outra referência do tradicionalismo. Teve coluna semanal em Zero Hora para falar de assuntos ligados à cultura regionalista.

Tradicionalistas e amigos lamentam a morte de Nico Fagundes
Entre as suas ações para além da produção artística ou jornalística, destacam-se as fundações do Conjunto de Folclore Internacional Os Gaúchos, do qual foi diretor durante 15 anos, e a Escola Gaúcha de Folclore, de nível superior, ligada ao Instituto de Tradições e Folclore, que funcionou durante seis anos.
Em 1990, criou a Cavalgada da Paz, a mais célebre e abrangente – seus roteiros são sempre internacionais – das cavalgadas promovidas pelos tradicionalistas. "Essa ação persegue o sonho de paz entre os irmãos latino-americanos", escreveu, certa vez, em seu espaço em Zero Hora, sobre o projeto.
AVC e a volta ao Galpão Crioulo
Em 2000, o folclorista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Permaneceu no hospital para tratamento durante dois meses. Recuperou-se e voltou a apresentar o Galpão Crioulo na companhia de Neto Fagundes. Inquieto, seguiu frequentando seu escritório do bairro Santana e não abria mão de atender a alguns convites de trabalho.
Foi numa dessas ocasiões, ao participar do júri oficial da 18ª e histórica edição de retomada da Tertúlia Musical Nativista, em Santa Maria, que ele manifestou os primeiros sintomas de uma septicemia (infecção generalizada).
– Ele estava muito feliz de ir à Tertúlia. Achava a volta do festival tão importante que, para poder participar, reservou três dias na véspera de uma gravação no Interior – relatou, à época, sua mulher, a funcionária pública federal Ana Piagetti Fagundes.
Ana foi a terceira esposa de Nico.

Moisés Mendes: Nico é o gaúcho
Recentemente, remexendo na biblioteca de mais de 5 mil volumes do marido, encontrou 300 poemas inéditos – alguns deles anotados em guardanapos e até papel de pão. Essa descoberta valeu anos de trabalho de organização dos escritos que resultaram, em 2013, na publicação de um primeiro volume chamado Águas da Minha Terra.
Nico deixa seis filhos,Márcia, Valéria, Alexandra, Rodrigo e Antônio Augusto Fagundes Filho, do primeiro casamento, com Marlene Nahas e André, do segundo casamento com Ana Luisa Fagundes. Seu testamento fica com eles e toda a família do tradicionalismo, a quem fez questão de agradecer e exaltar nos últimos versos de sua criação mais conhecida:
"E na hora derradeira que eu mereça
ver o sol alegretense entardecer
como os potros vou virar minha cabeça
para os pagos no momento de morrer.
E nos olhos vou levar o encantamento
desta terra que eu amei com devoção
cada verso que componho é o pagamento
de uma dívida de amor e gratidão."

24 de junho de 2015

Comissão da Câmara aprova PEC da Cultura


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (23/6) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 421/14, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que estabelece percentual mínimo de recursos públicos a serem aplicados na preservação do patrimônio cultural brasileiro e na produção e difusão da cultura nacional.
Pela proposta, caberá à União aplicar 2% do que arrecadar em impostos. Já os estados e o Distrito Federal (DF) deverão investir 1,5% da arrecadação dos impostos e das receitas oriundas do Fundo de Participação dos Estados (FPE), e os municípios, 1% dos tributos e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O texto determina que o mínimo de recursos a serem aplicados pelo governo federal será aumentado gradualmente durante os três primeiros exercícios financeiros após a promulgação da emenda constitucional resultante da PEC. No primeiro ano, seria destinado 0,5%; no segundo, 1%; e no terceiro, 1,5%. No caso de estados, municípios e do DF, também deverá haver um escalonamento, nos cinco primeiros exercícios financeiros, até que se alcance o índice estabelecido, reduzida a diferença à razão de, pelo menos, um quarto por ano.
Conforme a proposta, os recursos da União destinados à promoção cultural deverão ser distribuídos na seguinte proporção: 30% para os municípios e 20% para os estados e o DF. Também haverá um aumento gradual até que esses números sejam atingidos: 15% para os municípios e 10% para os estados e o DF no segundo ano; e 22% para os municípios e 15,5% para os estados e o DF no terceiro ano.
O relator do texto na CCJ, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), apresentou parecer pela aprovação.
A intenção de Jandira Feghali é requerer que a proposta seja apensada à PEC 150/03, do ex-deputado Paulo Rocha (PA), que vincula recursos para a Cultura e já foi aprovada em comissão especial, mas ainda não foi votada pelo Plenário. Para ela, por deixar de fazer uma transferência gradual de recursos do Orçamento para a Cultura, essa PEC e outras acabaram não sendo aprovadas.
A PEC precisará ser votada em dois turnos no Plenário da Câmara. Se aprovada, seguirá para o Senado.
*Com informações do site da Câmara dos Deputados

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - VI



PARTE VI
ESTEBAN DIAZ MATHÉ


Nació en Buenos Aires en 1981. Licenciado en Psicología, profesional en el área de RRHH Corporativo. Comenzó a dibujar y pintar por primera vez hace tan sólo 4 años, tras haber comenzado su segunda carrera Arquitectura. Con una formación autodidacta dedicó los primeros dos años a replicar por encargo a grandes maestros de la pintura, como Miguel Ángel, Da Vinci; Carvaggio, Rembrandt y Sorolla, dominando el óleo, la pluma y la carbonilla.
Luego comenzó a crear su obra propia, dedicándose hoy por completo a la pintura. Su obra abraza a la cultura, abundando en motivos contemporáneos plasmados a través de técnicas antiguas, propias de los grandes maestros del realismo.
Sus motivos pujan por enaltecer lo rústico y auténtico de nuestra cultura argentina. En este sentido, desde hace unos tres años está visitando grandes estancias -ya lo ha hecho en unas treinta- ubicadas en una docena de provincias. Documentándose, investigando y compartiendo con la paisanada su trabajo diario, Diaz Mathé intenta captar, a través de su pintura, la esencia más profunda del ser nacional.
ALGUMAS OBRAS







23 de junho de 2015

Falando sobre Festas Juninas - Professora Neusa Secchi



As festas juninas tiveram sua origem no Egito Antigo onde era celebrado o início da colheita, cultuando os deuses do sol e da fecundidade. Com o domínio do Império Romano sobre os egípcios, essa tradição foi espalhada pelo Continente europeu, principalmente Espanha e Portugal.
A fogueira remonta à antiguidade quando se prestava culto à deusa Ferônia, dos cultos agrários, e os predestinados caminhavam sobre as brasas.
Fogueira simboliza proteção contra os maus espíritos que atrapalham a prosperidade das plantações e a festa tem como finalidade agradecer a colheita. Cada santo tem sua fogueira com suas características próprias.
As primeiras referências das festas São João no Brasil datam do ano de 1603 trazidas pelos Padres Jesuítas, depois vieram Santo Antônio e São Pedro.
A festa Junina trazida pelos portugueses tem grande influência dos chineses, espanhóis e franceses. Da França, a dança marcada, característica típica dos salões nobres, as quadrilhas. Da tradição de soltar fogos de artifícios (foguetes, busca-pés, traques, bombinhas) veio da China, devido à descoberta da pólvora.
Da Península Ibérica teria vindo a dança de fitas, brincadeiras que vêm somar com a mistura indígena, afro-brasileira e dos imigrantes. Os indígenas também faziam festejos relacionados à agricultura, no mesmo período das juninas com: rituais, danças, cantos e comidas.
As festas juninas estão relacionadas com as festas pagãs do solstício de verão, ou seja, quando a duração do dia é a mais longa do ano.

Os Santos Padroeiros

As festas de São João ainda são relacionadas em alguns países europeus católicas, protestantes e ortodoxas e são realizadas fogueiras com celebração de casamentos reais ou fictícios.
Santo Antônio procurou durante sua vida combater tudo que prejudicasse a estrutura familiar, podendo ser considerado o padroeiro das mulheres, que jamais aceitou a inferiorizarão do papel feminino no casamento. É considerado o santo casamenteiro, sendo vítima das mocinhas casadouras. Caso não arranjassem logo um marido, colocavam o santo, amarrado de cabeça para baixo nos poços, baldes e retiravam do altar até o santo arranjar um pretendente ao matrimônio.
As manifestações de culto a Santo Antônio começaram logo após sua morte muitas devoções e crenças foram se formando em torno dele
As igrejas católicas no dia do Santo Padroeiro, 13 de junho, costumam festejar e distribuir pãezinhos bentos. ”O pão dos pobres” é uma piedosa devoção, consiste em doações para prover de pão aos pobres. Uma tradição liga esta obra ao episódio de uma mãe cujo filho afogado num tanque recuperou a vida graças a Santo Antônio. Ela prometera que se o filho recuperasse a vida daria aos pobres uma porção de trigo igual ao peso do menino.
São João Batista, ascético e pregador de alta moral é festejado pelo povo com alegria, muita música, danças, adivinhações para o casamento. Conforme a tradição, o santo adormece durante o dia que lhe é dedicado, 24 de junho. Se ele acordar vendo o clarão das fogueiras acesas em suas homenagens, não resistirá ao desejo do descer do céu para acompanhar a festança. É no imaginário popular um santo brincante, alegre que gosta de ser acordado a noite para brincar. Na memória das crianças talvez seja a primeira ocasião em que pode brincar a noite e se relacionar com os mistérios do fogo em um ambiente comunitário.
É tradicional pular os restos da fogueira redonda de São João. Traz muita sorte e mais ainda, se for um par pula de mãos dadas, demonstrando ao santo o amor que une os dois pedindo proteção para a sua união. Essa tradição, muito forte no RS, é encontrada em vários lugares e está ligada a rituais antigos do fogo.
Caminhar sobre as brasas também é tradicional para os devotos caminhar no colchão das brasas da fogueira de São João, que deve ter um palmo de altura e só caminha no dia 23 de junho, véspera de São João.

São Pedro, 29 de junho, Padroeiro do RS, e especial protetor da Igreja. Era pescador, possui a chave do céu e sem sua intercessão ninguém é admitido. É festejado pelos marinheiros, pescadores e viúvas.
Nas festas são escolhidos os festeiros para comandar a festa do santo junino e deve escolher um bom “Capitão de Mastro e um Alferes da Bandeira”, os quais organizarão a fogueira, fincação do mastro e a confecção da bandeira com a imagem do santo evocado.
A fogueira centraliza a festa. Conforme a disposição da lenha na fogueira varia de acordo com o santo homenageado:

a) fogueira de Santo Antônio a base é quadrada, fogueira quadrada;
b) fogueira de São João a base é redonda a fogueira cônica;
c) fogueira de São Pedro a base triangular e a fogueira é triangular.

Para realização da Festa na Escola ou Centro de Tradições Gaúchas são necessários planejamento, organização de serviços, a divisão consciente e dirigida das atribuições de cada um.
A finalidade da realização da Festa Junina na Escola ou no CTG:
- esclarecer diferenças da festa caipira e gaúcha;
- resgatar e valorizar as manifestações da cultura tradicional;
- caracterizar os principais pontos da Festa Junina Gaúcha;
- promover a integração da Instituição Escolar ou Tradicionalista com a Comunidade;
- Proporcionar a interação entre alunos, professores ou membros de invernadas artísticas, campeira, esporte e patronagem.

Traçado os objetivos, vamos determinar as atividades que serão realizadas na festa: formação grupos de trabalho e indicação dos responsáveis de cada equipe. Importante para o sucesso da festa, o planejamento com antecedência, realizações de reuniões gerais e de equipes para avaliar o processo de andamento na organização da festa.
Devemos ter sempre uma Coordenação geral composta de membros da Direção da Escolar ou da Patronagem do CTG.
Sugerimos que sejam formadas equipes para melhor distribuir as tarefas, bom andamento do trabalho e determinar o tipo da festa: “Festa Gaúcha.”
1) Equipe de secretaria - responsável pela realização de ofícios, convites, cartazes
2) Equipe de Tesouraria-finalidade – registrar os gastos e ganhos da festa, poderá fazer as compras,cuidado com as notas,recibos, balancete e apresentar o relatório financeiro do evento.
3) Equipe de divulgação - cartazes, mural da escola ou CTG, convites, visita imprensa escrita e falada, comércio, usar todos os meios de comunicação.
4) Equipe decoração - confecção e colocação das bandeirinhas, mural informativo com dados bibliográficos sobre o tema, disposição das tendas ou barracas de comes e bebes e jogos com a identificação das mesmas, providenciar palco ou outro lugar para as apresentações, mesa de som discos, etc. Neste grupo de trabalho poderá ser incluído a programação, concursos e as apresentações artísticas.
5) Equipe arrecadação de brindes - para realização dos jogos e brincadeiras; pedir colaboração para os alunos membros das invernadas, comércio local, pais, envolvendo todos os seguimentos para tornar uma festa alegre e participativa
6) Equipe dos jogos e brincadeira - responsáveis pelas organizações das tendas e materiais, objetos de sorteio, prêmios e o material necessário para realizar jogo e a brincadeira; Ex “Jogo da Pescaria” providenciar caixa grande com areia para colocar os peixes numerados, caniço e anzol; brindes Outro exemplo a “Brincadeira do saco”, necessário os sacos, prêmio para o vencedor.
7) Equipe dos comes e bebes - pessoas encarregadas na confecção das guloseimas juninas,arrecadação de doações, compra dos produtos, doces e vendas.

Tipos de Comes e bebes
Como a festa é ligada a colheita, não poderá faltar a mesa do ciclo junino, uma culinária específica: quentão, suco de vinho, pinhão, bolo de milho, batata-doce assada, em calda ou doce seco, amendoim torrado, pé-de-moleque, pipoca, canjica, bolos e pães de aipim, batata, batidos, doces secos de abóbora, figo, ambrosia, arroz-doce, paçocas e tudo que podemos servir na festa gaúcha, procurando dar prioridade as plantas cultivo de inverno.

Jogos e Brincadeiras
1) Dança da batata
O casal que conseguir dançar uma música inteira equilibrando uma batata entre as duas testas, ganha um a prenda.

2) Dança do bastão ou da vassoura
Recreação coreográfica em que um dos participantes dança com o bastão ou a vassoura e em determinado momento encontra o par e deixando o bastão

3) Corrida da Colher
Competição que consiste em transportar um ovo cosido em uma colher dentro de uma raia, vencedor ganha prenda o perdedor paga uma prenda.

4) Rodas Cantadas
Muitas são as cantigas de roda, que poderão ser feitas coreografias. Ex.: Pai Francisco, Viuvinha, Terezinha de Jesus, Ciranda Cirandinha...

5) Jogo da lata
Colocam-se latas agrupadas em forma de andares e joga uma bola feita de meia. O que derrubar mais latas na jogada, tem o maior número de pontos. O prêmio é sempre anunciado antes do jogo.

6) Jogo casa do ratinho
Colocam-se seis casinhas numeradas em forma de círculo. O participante aposta no número da casinha que o ratinho poderá entrar, quando largado no meio do círculo. Se acertar o número apostado, ganha o brinde anunciado antes do jogo.

7) Jogo a argola
O procedimento é semelhante ao joga de lata, substituindo por garrafas que são argoladas pelo jogador.

8) Jogo boca do palhaço
Faz-se um palhaço com a boca bem saliente e com uma bola de meia o jogador tenta três vezes encaixar a bola na boca. Vencedor é o que colocou a bola mais vezes.

9) Brincadeira saco surpresa
Colocam muitos objetos, brindes, brinquedos, mensagens, pegas dentro do saco. Paga uma quantia para pegar o brinde colocando a mão sem ver.

10) Colocar lenha na fogueira ou rabo no burro
Apresenta-se uma fogueira ou burro em um cartaz. De olhos vendado deve colocar a lasca de lenha na fogueira ou rabo no burro. Quem acertar ganha uma prenda.
As regras quanto ao número de jogadas e os valores, prendas e prêmios são estabelecidos antes da jogada.

11) Dança da quadrilha
Quadrilha surgiu nos salões da corte francesa, recebendo nome de quadrille, mas é de origem inglesa, uma dança de camponeses. Na época da colonização os portugueses trouxeram essa dança (vestidos lindos e rodados que, representam as riquezas da corte) os passos puxados na língua francesa ou camponesa. A quadrilha surgiu em Paris Século XVIII, tendo origem contradança foi introduzida no Brasil durante a regência e fez sucesso nos salões brasileiros, Século XIX, sede corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo.


PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - V



PARTE V
FLORENCIO MOLINA CAMPOS


En el seno de una familia tradicional, Florencio Molina Campos nace en la Capital Federal el 21 de agosto de 1891. Estudia en los colegios Lasalle, del Salvador y Nacional de Buenos Aires, pero los aprendizajes que marcarán su vida los hará durante sus vacaciones, cuando pasa largas temporadas en la estancia paterna de "Los Angeles" en los pagos del Tuyú (hoy General Madariaga).

Allí conoce profundamente a los hombres del campo y se familiariza con los paisajes pampeanos que llevará infinitas veces a sus cuadros. Según su propio testimonio "por el 1900, lluvias torrenciales inundaron los campos. Ese invierno quedamos rodeados por las aguas. Las jornadas interminables nos retenían encerrados. Nuestros padres alternaban sus quehaceres dándonos lecciones preparatorias para nuestro futuro escolar. De nuestras distracciones y el cúmulo de escenas del trabajo diario de los peones, saqué el impulso incipiente que trasladé a nuestros juegos, al imitar su lenguaje, sus ademanes, su indumentaria y la inacabable variación de sus faenas." "El ciclo escolar transcurría en internados en Buenos Aires y las vacaciones en la estancia, donde nos esperaba el ansiado premio de los 'petisos'. De tarde en tarde tal vez borroneé algún dibujo y tracé las pretensiones de algún cuento, siempre con cierta inclinación humorística. Los estudios y luego el trabajo no me permitieron avanzar. Tuve que sufrir alguna pena honda, ya hombre, para encontrar en la ejercitación de aquellas intentonas, una especie de refugio espiritual. Corriendo el tiempo, ya fue el afán incansable de todos los días". Con la muerte de su padre en 1907, Florencio Molina Campos comienza a sentir nostalgias por el mundo perdido y vuelca en cartones las escenas camperas que recordaba vivamente. Algunas desavenencias personales y el fracaso económico que le deparó la actividad agropecuaria lo empujan definitivamente al dibujo.
ALGUMAS OBRAS






22 de junho de 2015

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA - IV



PARTE IV
GUIDO MONDIN

GUIDO FERNANDO MONDIN nasceu em Porto Alegre, no dia 06 de maio de 1912. Cursou o primário no Colégio São Luiz Batista de La Salle, em Porto Alegre. Diplomou-se contador pelo Instituto Comercial do Sindicato dos Empregados no Comércio, formando-se mais tarde em ciências Políticas e Econômicas pela PUC/RS. Cursou, ainda, o Instituto de Belas Artes. Participou da fundação da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em Porto Alegre, no ano de 1938, juntamente com Carlos Alberto Pretrucci, Vasco Prado, Edgar Koetz e Mário Mônaco, entre outros.

A trajetória e o legado artístico do político, escritor e artista plástico gaúcho Guido Mondin foi inspirada principalmente nas tradições e na história do Rio Grande do Sul. Os painéis relativos a "Saga Farroupilha" composta por 14 obras em óleo sobre tela, foi doada ao Parlamento Gaúcho, onde estão expostas, por Guido Mondin. Nas telas, Mondin retratou os principais momentos do decênio heroico, como a explosão do movimento no 20 de setembro de 1835, a prisão de Bento Gonçalves em 36, a adesão do italiano Giuseppe Garibaldi à causa, o duelo de Bento contra Onofre Pires, além de telas representativas da bravura, honra e dignidade do gaúcho. Guido Mondin (1912-2000) foi prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, além de escritor e artista plástico.

ALGUMAS OBRAS





19 de junho de 2015

QUE GESTO BONITO, ESTÂNCIA!




Neste sábado, dia 20 de junho, a Estância da Poesia Crioula estará realizando uma atividade pela qual tenho o maior carinho, ou seja, a filantropia, seja ela material ou espiritual.
Pois amanhã, integrantes da Academia Xucra do Rio Grande estarão levando sua arte para o pessoal do Amparo Santa Cruz. Será o "Sarau Solidário".
Estão todos convidados a participarem, nem que seja com o seu sorriso. O Amparo fica na Estrada Costa Gama 719, Bairro Belém Velho.

Fumproarte lança edital de R$ 1,1 milhão

Prefeitura de Porto Alegre

Foto: Divulgação/PMPA
Publicação consolida a política de financiar 100% da produção 
  Publicação consolida a política de financiar 100% da produção
Nesta sexta-feira, 19, aconteceu, na Sala Álvaro Moreyra, o lançamento oficial do Edital de Produção do Fumproarte (Fundo Municipal de Fomento a Produção Artístico Cultural) que está publicado no Diário Oficial de Porto Alegre de hoje, disponível clicando aqui. Este edital, com valor de R$ 1 ,1 milhão, é um dos quatro planejados para este ano.

O edital consolida a política de financiar 100% da produção, sendo que 20% dos recursos destinados a cada projeto contemplado devem ser usados na distribuição e divulgação. "O Fumproarte deixa de ser um mero fundo para se tornar um sistema de financiamento que presta suporte ao artista através da assessoria técnica e de seminários que orientam os produtores como encaminhar os projetos no Fumproarte" destacou o secretário-adjunto da Cultura, Vinicius Cáurio.

"A lista de artistas que recebem o apoio do Fumproarte é longa e representativa do melhor que temos em nossa cidade, ajudando a projetar a cultura de Porto Alegre no Brasil e no cenário internacional" lembrou o secretário da Cultura, Roque Jacoby. Estavam presentes ao lançamento do Edital do Fumproarte o Vereador Reginaldo Pujol, presidente da CECE (Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude na Câmara de Vereadores) e a Vereadora Sofia Cavedon.

O edital não tem limites na proponência de projetos. "O fundo se fortalece e consegue crescer, em termos de recursos, mas também na sua missão de contribuir e apoiar o crescimento da produção artístico e cultural em nossa cidade", frisou a gerente do Fumproarte, Patrícia Berg.


/cultura /fumproarte
Texto de: Luciano Medina Martins
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.