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Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

31 de julho de 2011

REUNIÃO EM 29/07/11 DA COMISSÃO PARA CONSTRUIR O PLANO MUNICIPAL DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A COMISSÃO SE REUNIU NO AUDITÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, SITO RUA ANDRADE NEVES, 106.

Porto Alegre concentra esforço para sediar Copa das Confederações

Foto: Divulgação/PMPA
Fortunati destacou que a Capital tem todas as condições de receber os jogos
Fortunati destacou que a Capital tem todas as condições de receber os jogos
Durante a programação do Sorteio Preliminar da Copa do Mundo de 2014, realizado no Rio de Janeiro, na tarde deste sábado, 30, Porto Alegre está mostrando ao mundo sua preparação para a Copa e aproveitando para manifestar seu interesse em receber jogos da Copa das Confederações, em 2013.

Em conversas com dirigentes da Fifa, do Comitê Organizador Local (COL), além do ministro do Esporte, Orlando Silva, autoridades das outras cidades-sede e delegações de diversos países, o prefeito José Fortunati e o secretário João Bosco Vaz buscaram a confirmação de Porto Alegre como uma das sedes da Copa das Confederações. "Continuamos reivindicando a Copa das Confederações, temos todas as condições de receber os jogos", avaliou Fortunati.

Junto com Bosco, o secretário estadual do Esporte e do Lazer, Kalil Sehbe, e o coordenador do comitê da Copa no governo do Estado, Carlos Eugênio Simon, Fortunati recebeu os visitantes na Marina da Glória antes do sorteio. No estande de Porto Alegre, montado pela prefeitura em parceria com o Estado, passaram nomes como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o técnico da seleção inglesa, o italiano Fábio Capello , o ex-craque alemão, Oliver Bier Hoff e o vice-presidente da Associação Uruguaia de Futebol, Miguel Sejas, que destacou o interesse do Uruguai por Porto Alegre por sua localização no Mercosul. Sejas lembrou ainda a desclassificação do Internacional pelo uruguaio Peñarol neste ano, pela Copa Libertadores.

Além do Uruguai, passaram pelo estande de Porto Alegre seleções de países como Itália, Inglaterra, Catar, Bielorussia, Japão, Egito, China, Holanda, Noruega, Argentina, Azerbaijão, Rússia e Bulgária. Despertam o interesse dos visitantes a tradição do chimarrão, exposto na Marina da Glória, e o clima frio, diferente das outras cidades-sede. Uma manta com as logomarcas da cidade, da prefeitura e do Estado é distribuída às delegações simbolizando o inverno gaúcho e a hospitalidade de seu povo, além de folders de divulgação da cidade. O sorteio, na tarde de sábado, conta com audiência de cerca de 600 milhões de pessoas em todo o mundo.

Revivendo 61

Depois das aulas de Paulo Markun, Juremir Machado e Gunter Axt sobre o contexto histórico, as causas e o desfecho do Movimento da Legalidade, ontem foi a vez do fotógrafo Ricardo "Kadão" Chaves ilustrar aqueles famosos dias de agosto de 1961. Filho de Hamilton Chaves, na época Chefe de Imprensa do governo Brizola, Kadão trouxe ao público um arquivo de verdadeiras relíquias, a maioria delas relatando os passos do pai, ao lado de Leonel Brizola, Jango e outras figuras chave da campanha.


Além das imagens, Kadão leu para os presentes discursos, manifestos e outros documentos escritos por governantes, sindicatos e outros apoiadores da resistência. Em uma grossa pasta de folhas amareladas, ele encontrou também textos transmitidos pela rádio Guaíba, naqueles dias instalada no porão do Palácio Piratini e comandada por Brizola.


Na época com apenas 10 anos, o fotógrafo tem vivos na memória alguns momentos marcantes daquele tempo.

- Lembro que tivemos que enterrar no quintal de casa todos os livros que falavam sobre comunismo. Procuramos pelas prateleiras qualquer menção do regime, mesmo que estivessem condenando, só para garantir. Vejam só, para os jovens que não viveram esse tempo, esconder livros da polícia é algo inimaginável. Por que fazer isso? E naquela época era nossa única alternativa.

Kadão relatou ainda diversas histórias que envolviam o pai e se emocionou com a lembrança. Encerrou a palestra, último encontro do curso 50 Anos da Legalidade, com a seguinte declaração: "Isso é mais uma homenagem ao meu pai, Hamilton Chaves, de quem tanto me orgulho".

Felicidade desconstruída

 
"Não acreditem em tudo que falei. Minhas palavras são para provocar, inquietar."

As tantas dúvidas que Marcia Tiburi despertou no público foram uma resposta ao dever cumprido. O curso Felicidade?, ministrado pela filósofa durante o Festival de Inverno, encerrou na tarde de ontem com muitos aplausos e agradecimentos.

- Adorei o público, me inspirou muito. Fizeram perguntas inteligentes e demonstraram interesse pela filosofia. Foi desconstrutivo e eles não ficaram com medo, pensaram junto essa questão tão complexa e já banalizada. É preciso desmontar a mitologia da felicidade, devolver para o seu lugar de origem, a filosofia - afirmou Marcia.


Neste último dia, a convidada falou sobre a felicidade na era digital e como utilizamos as imagens e o cinema para satisfazer necessidades e prazeres que deveriam ser vividos. Pensadores como Freud, Marx, Adorno, Horkheimer Flusser e Benjamin foram citados para entender a noção que a nossa sociedade tem de felicidade e mostrar o oposto, desconcertar.

- É como andar por um caminho tenso. A gente começou a olhar para diversas paisagens em torno desta estrada e sempre viu a felicidade de um jeito muito nebuloso, como uma tensão que nunca vai se resolver. A gente não consegue descobrir o conceito de felicidade porque a gente tem que construir. Ela não é descoberta, é inventada.

Anos incríveis

 
O professor Voltaire Schilling terminou ontem, às 18h30, na Sala Álvaro Moreyra, seu curso Brasil de 1954-1964, parte da programação do Festival de Inverno. O conteúdo da última aula se resumiu à Campanha da Legalidade (que também foi tema de um curso específico do Festival) e ao Golpe Militar.



Voltaire tem uma relação pessoal com a campanha que lutou para empossar João Goulart. Ele participou das principais passeatas e manifestações da época; reconheceu que "a queda do Jango não foi lamentada, à diferença de outros golpes na América Latina".

"Implantar um estado de segurança nacional era o objetivo da Escola Superior de Guerra", disse ele sobre área do Exército brasileiro que comandou o país durante a ditadura. "Esses militares tentaram fazer um trabalho de expurgo do comnunismo no Brasil".

Foi a primeira vez que Voltaire lecionou aulas sobre esses anos de transição. Mesmo assim, o público compareceu em peso à palestra e se divertiu bastante com a explanação do professor.

Despedida do poeta

Na manhã de ontem, Affonso Romano de Sant'Anna ministrou a última aula do curso Amor na Poesia Brasileira e despediu-se do Festival de Inverno com o lançamento do livro Ler o Mundo, no Teatro Renascença. Na despedida, o escritor elogiou o público e os enventos culturais do Estado.

- Os gaúchos são muito calorosos, fraternos, me senti cercado de carinho. Foi bom rever amigos e participar de eventos como o Sarau Elétrico e o Portopoesia. E Porto Alegre, assim como outras cidades do sul, tem uma programação cultural muito interessante.


O livro do poeta, Canibalismo Amoroso, é resultado de 20 anos de cursos, também abordado nas palestras do Festival de Inverno. Affonso conta que esses encontros, apesar de serem apenas uma introdução ao tema, despertam a curiosidade e diversas pessoas tornaram-se psicanalistas depois de assistir.

- Foi um curso rápido, apenas três dias, dou umas pinceladas no assunto mais para chamar a atenção dos interessados. Mas foi ótimo.

Última aula sobre o mundo árabe

Acabou hoje o curso O Mundo Árabe Contemporâneo, parte da programação do 6º Festival de Inverno. Durante os últimos dias, os professores Analucia Pereira e Paulo Visentini conversaram com o público do Teatro Renascença sobre vários pontos do assunto.

Nos primeiros dias, Analucia abordou a formação política da região e relacionou o passado político de alguns países com o cenário atual. Visentini tratou mais das problemas correntes que o território enfrenta.

"O curso foi muito tranquilo. O público estava bastante interessado", disse Visentini, ao final de sua última aula. "Acho que eu e a Analucia conseguimos passar uma visão contextualizada do assunto". Segundo ele, compreender o mundo árabe hoje é importante, visto que esse é "um tema bastante premente na sociedade, que vem sendo tratada com bastante intensidade pela mídia."

O que, Arnaldo

Arnaldo Antunes subiu no palco do Teatro de Câmara Túlio Piva agradecendo a presença de todos e a oportunidade de, num mesmo evento, falar e apresentar música e literatura, duas paixões indissociáveis na vida do artista.


Arnaldo começou a conversa falando sobre um sintoma comum nos dias de hoje: ser multimídia. A interação das linguagens é cada vez mais explorada, as artes são cada vez mais abrangentes. No entanto, o artista confessou que sente dificuldade de aceitar aquilo que chamam de alta e baixa cultura.

- Eu vivo preconceitos das duas áreas. As mais cultas desprezam a música popular, não a consideram cultura, como a literatura, por exemplo. Ao mesmo tempo, as pessoas da mídia acham que para fazer sucesso tem que ser alguma coisa banal, não pode ser sofisticado. Eu trabalho para derrubar essas fronteiras.

O músico falou ainda sobre sua carreira com os Titãs, seu trabalho com Marisa Monte e Carlinhos Brown, seus livros publicados, suas composições. Ao final, abriu espaço para perguntas, quando o público aproveitou para elogiar seu trabalho e sua contribuição para a música brasileira.

Revolução estancada

Ocorreu ontem à noite a participação de Gunter Axt no curso 50 Anos da Legalidade, parte da programação do 6º Festival de Inverno. O historiador falou sobre os principais personagens envolvidos na campanha que lutou para empossar o então vice-presidente João Goulart.



Gunter afirmou que, acima de tudo, Leonel Brizola dava uma importância gigantesca para o evento. "O Brizola tinha isso muito claro na cabeça dele, ele dizia, 'o erro não foi ter resistido ao Golpe de 64; o erro foi não ter tomado o poder em 61'"

Mesmo assim, segundo Gunter, o fato de um confronto entre as forças armadas não ter ocorrido foi muito importante para o Estado e para a política nacional. "Foi ótimo. Achar que o Rio Grande do Sul poderia lutar contra os militares era mais um daqueles excessos de autoconfiança do Brizola".

Hoje acontece o último dia do curso, com a presença do fotógrafo Ricardo "Kadão" Chaves. A palestra será às 20h.

Novo oriente médio

Aconteceu hoje a participação do professor Paulo Vizentini no curso O Mundo Árabe Contemporâneo, no Teatro Renascença. Durante os primeiros dois dias, as aulas foram comandadas por Analúcia Pereira.

"O que nós temos de entender é que o Oriente Médio passou por uma mudança muito forte durante a Guerra Fria, praticamente se reformulando", afirmou o professor. Nestes primeiros dias o objetivo é dar um contexto histórico da formação do território, de como as atuais fronteiras foram constituídas.

As aulas são parte do 6º Festival de Inverno e ocorrem às 9h. Para os inscritos no Festival um certificado de participação será entregue

Heróis da Legalidade

As atividades de ontem do Festival de Inverno foram encerradas por Juremir Machado, no segundo dia do curso 50 Anos da Legalidade. O professor destacou a figura de Leonel Brizola, o principal protagonista do movimento, relembrando sua história desde a infância.


- Brizola trocou seu nome (retirou "Itagiba", o segundo nome) e modificou sua idade para poder se inscrever em um concurso. Ou seja, ele escolheu seu próprio nome, mudou a idade e criouum personagem, em uma época que a construção da identidade era fundamental.

A palestra foi fundamentada no último livro do Juremir, Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na Era do Rádio, em que o jornalista descreve os principais atores da Legalidade e o papel fundamental do rádio, o ultimo levante antes da popularização da TV.

Revendo amigos

 
Ontem à noite, o Teatro Renascença presenciou o reencontro de duas amigas de longa data. Amanda Costa e Déa Martins participaram da palestra Caio F.: 15 Anos Depois, contando histórias e relembrando momentos que passaram junto do escritor.

"Eu era adolescente e morava no Menino Deus, e ele já era uma figura muito conhecida: alto, magro, muito quieto, sempre de preto... Eu ficava envergonhada de ir falar com ele", disse Amanda. A astróloga também falou bastante sobre a relação que Caio tinha com o misticismo: "Caio era muito ligado em astrologia. O livro Triângulo das Águas trata basicamente disso, há uma correspondência com os signos do zodíaco naquela obra."


Produtora radicada no Rio de Janeiro, Déa reconheceu que, a princípio, não ficou impressionada com Caio: "A gente tinha alguns amigos em comum, mas era só isso. Depois, quando eu fui ler Onde Andará Dulce Veiga? durante uma viagem à Europa que pensei, 'Pô, esse cara é bom!'", brincou ela.

Esse foi o último dia do curso que fez uma retrospectiva do escritor gaúcho. Na segunda, Luciano Alabarse e Juarez Fonseca conversaram sobre a época em que trabalharam com ele.

História Viva


 
Hoje foi a vez do professor Voltaire Schilling lotar a Sala Álvaro Moreyra. Ao falar de Brasil durante os anos de 1954 e 1964, o historiador descreveu com riqueza de detalhes cenas vivas em sua momória. Começou relembrando o dia em que Getúlio morreu:

- Meu primeiro pensamento foi "ótimo, hoje não teremos aula".

E como se impressionou com o que viu acontecer no país.

- O morro inteiro do Rio de Janeiro desceu para o enterro do presidente, via-se gente como nunca tinha visto junto, todos lamentando a perda de um homem que a mídia chamava de monstro. Era a imprensa em oposição à realidade. Mas em 24 horas se viu mudar a imagem de Getúlio.

Após pontuar alguns acontecimentos importantes, o historiador seguiu retratando o cenário brasileiro da época para explicar os possíveis fatores que levaram ao suicídio de Vargas, entre eles o início da exploração de petróleo.

Seleção de bailarinos


Oficina de DanceAbility

Mês de Agosto na CCMQ
DanceAbility é um método para dança, movimento e comunicação não-verbal que integra pessoas com e sem deficiência. O DanceAbility utiliza a improvisação de movimento para promover a exploração artística entre todos os corpos. Sem movimentos pré-determinados, em DanceAbility, a capacidade para dançar de cada indivíduo se define menos por suas qualidades técnicas do que por sua presença, sua escuta aos outros e à atmosfera criada pelo grupo. Enquanto acolhe-se a riqueza da diversidade, preconceitos são colocados em jogo, transformados a partir da experiência com o outro. Desde sua criação em 1979, a Companhia Joint Forces e seu diretor Alito Alessi têm mantido como propósito cultivar o comum desenvolvimento da dança e o movimento para a expressão criativa de todas as pessoas.
Oficina DanceAbility
Ministrante: Kalisy Cabeda – Professora habilitada pelo método DanceAbility.
Quando: Quartas-feiras e Sextas-feiras do mês de agosto das 19:00h ás 21:00h.
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, sala Cecy Frank. (Rua dos Andradas, 736).
ENTRADA FRANCA!!
Para efetuar a inscrição é necessário preencher a ficha de inscrição que encontra -se em anexo e enviar para o e-mail: danceabilitypoa@yahoo.com.br
Contato para informações: (51) 93258501 ou e-mail: danceabilitypoa@yahoo.com.br

Curso de Iluminação


Biodança

Dança do Ventre com Egnes Gawasy


OFICINA DE TEATRO DA VILA FARRAPOS, PARTICIPA EM ENSAIO ABERTO DO GRUPO TRILHO.


A Iniciativa da oficineira Caroline Falero, em parceria com a Descentralização, de mostrar a seus alunos de como é feita a montagem de uma peça de teatro, parece ter alcançado o objetivo. No dia 27 de julho passado, a turma de alunos de teatro da Vila Farrapos, ACBERGS, visitou o local de ensaio do Grupo Trilho, para assistir um ensaio aberto. Em cena, véspera da festa de São João, Dindim (Giovanna Zottis), proibida pela mãe de ficar em frente à TV, precisa passar o tempo em volta de um baú velho. Sua amiga, Pimpolha (Caroline Falero), que vai dormir em sua casa, acaba por ficar na mesma situação. O quê fazer? Enquanto esperam, essas duas crianças contam apenas com um baú, algumas tralhas e a imaginação para o passar das horas. Inicialmente, sem a televisão, tudo parece sem graça e monótono, porém ao longo do tempo, percebe-se que há muito que fazer quando crianças podem ser apenas crianças.
Fábio Castilhos, diretor fez questão de salientar que era um ensaio e que a peça não está acabada, ainda tem que escolher o final.
Mas o que foi apresentado conquistou a atenção dos presentes, dava para ver no olhar concentrado de cada um. Esta é uma das primeiras iniciativas para potencializar a oficina na vila Farrapos, serão realizadas ainda, outras ações, conforme ficou acertado entre: oficineira, Descentralização e Direção do espaço representada por Roselaina.
Outros personagens: Bruna(Grupo trilho), Silvio e Thiago (Descentralização), Leo (Carris), Helio Bueno (Ferrinho), Roselaina, Yasmin, Silvana (Educadoras ACBERGS)







A

Censura e Cinema na Sala P.F. Gastal

A fim de estimular o debate e marcar posição contra o recente e absurdo episódio envolvendo a proibição do filme A Serbian Film no Rio de Janeiro, a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar) realiza uma pequena mostra reunindo seis célebres títulos que enfrentaram problemas com a censura e tiveram dificuldades de chegar ao público. Entre as atrações programadas, clássicos como Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. A programação tem o apoio da MPLC Distribuidora e da Programadora Brasil.

Na sessão das 17h, a Sala P. F. Gastal segue apresentando a produção uruguaia La Matinée, de Sebastián Bednarik, dentro do projeto Mirada Latina, destinado a exibir produções independentes do cinema latino-americano.


PROGRAMAÇÃO



Último Tango em Paris (Last Tango in Paris), de Bernardo Bertolucci. França/Itália, 1972, 129 minutos.

Ele (Marlon Brando) é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela (Maria Schneider) é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem sequer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento vazio. Cercado de uma aura de escândalo à época de seu lançamento, Último Tango em Paris foi proibido pela moralista censura do governo militar. Revisto hoje, suas sequências de sexo (que motivaram a sua proibição na época) chegam a ser pudicas. Exibição em DVD.



Terra em Transe, de Glauber Rocha. Brasil, 1964.

Uma poética e libertária visão sobre o transe político pelo qual passavam os países da América Latina na década de 1960. Considerado o mais importante e polêmico filme de Glauber Rocha e um dos precursores do Cinema Novo e do movimento tropicalista, Terra em Transe tornou-se um clássico do cinema moderno, tendo conquistado, entre outros, o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes de 1967. Lançado no ano do golpe militar no Brasil, o filme enfrentou inúmeros problemas com a censura e levou seu diretor ao exílio. Exibição em DVD.



Glória Feita de Sangue (Paths of Glory). EUA, 1957, 88 minutos.

Primeira Guerra Mundial. Da segurança de um castelo atrás das linhas de combate, o Quartel General francês passa uma ordem direta para o Coronel Dax (Kirk Douglas): tomar uma posição inimiga a qualquer custo. Uma missão totalmente suicida, e um ataque destinado ao fracasso. Para dar cobertura a seu erro fatal, os generais ordenam a prisão de três soldados inocentes, acusando-os de covardia e motim. Inspirado em fatos reais, este clássico do cinema anti-militarista provocou a ira do governo francês, que proibiu sua difusão na França durante vários anos. Exibição em DVD.


Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna (Brasil, 1975, 90 minutos)

Misto de documentário e ficção sobre uma jovem índia (Edna de Cássia) que cruza a Amazônia na companhia de um motorista de caminhão (Paulo César Pereio). Em contraste com a propaganda oficial da ditadura e o ufanismo nacionalista da época, o filme de Jorge Bondazky e Orlando Senna usa o cinema para denunciar o desmatamento, as queimadas, o trabalho escravo, a prostituição infantil e outras mazelas do Brasil que as autoridades preferiam encobrir. Proibido durante seis anos no país, o filme só começou a circular em 1981, quando foi o grande vencedor do Festival de Brasília. Exibição em DVD.



Queimada! (Burn!), de Gillo Pontecorvo (Itália/França, 1969, 112 minutos)

Uma ilha do Caribe na metade do século XIX. Escravos de vastas plantações de açúcar dos portugueses estão prontos para transformar sua miséria em revolta. Para reverter a situação a seu favor, o governo britânico envia para a ilha o agente William Walker em uma missão tripla e desonesta: convencer os escravos a se rebelarem, tomar o comércio de açúcar para a Inglaterra e restabelecer o regime de escravidão. Marlon Brando estrela esta obra-prima do cinema político, que foi proibida pelo governo militar brasileiro. Exibição em DVD.



Emmanuelle, de Just Jaeckin (França, 1974, 90 minutos)

Na exótica Tailândia, Emmanuelle (Sylvia Kristel), uma linda e sensual modelo, viaja para encontrar o seu marido diplomata, Jean (Daniel Sarky), bem mais velho que ela. Ambos são tolerantes com os casos extraconjugais do outro e embora Emmanuelle tenha aprendido muitas coisas sobre o amor com o marido, Jean acredita que ela deva se aventurar em novas experiências sexuais. Um clássico do cinema erótico, Emmanuelle transformou Sylvia Kristel numa estrela e enfrentou problemas com a censura em diversos países. Vistas hoje, suas seqüências de sexo, a exemplo do que aconteceu com Último Tango em Paris, são quase pueris. Exibição em DVD.





GRADE DE HORÁRIOS

Semana de 2 a 7 de agosto de 2011


Terça-feira (2 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris

Quarta-feira (3 de agosto)

15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
19:00 – Iracema, uma Transa Amazônica

Quinta-feira (4 de agosto)

15:00 – Terra em Transe
17:00 – La Matinée
19:00 – Emmanuelle

Sexta-feira (5 de agosto)

15:00 – Iracema, uma Transa Amazônica
17:00 – La Matinée
19:00 – Queimada!

Sábado (6 de agosto)

15:00 – Glória Feita de Sangue
17:00 – La Matinée
19:00 – Último Tango em Paris

Domingo (7 de agosto)

15:00 – Queimada!
17:00 – La Matinée
18:30 – Manhã Cinzenta, de Olney São Paulo (aguarde divulgação) – Dia do Documentário
19:00 – Emmanuelle

DE UM A CINCO e TÃO LONGE, TÃO PERTO, TÃO PERTO, TÃO

05 a 07 de agosto
sexta e sábado às 21h, domingo às 20h
Teatro Renascença
Duração 1h40 (inclui intervalo)

Ingresso 15,00 inteira e 50% de desconto para estudantes, idosos, classe e clube do assinante ZH e do Correio.

De um a cinco - foto Lícia Arosteguy
A Ânima Cia de Dança apresenta um programa composto por duas obras recuperadas de seu repertório. Em comum, os dois espetáculos trazem a temática da necessidade do indivíduo de se colocar em relação. Relação a dois em Tão longe, Tão perto, Tão perto, tão..., e cinco diferentes possibilidades em De um a cinco. Tempo, espaço, comunicação, encontros e desencontros nos corpos dos bailarinos. Solidão, relacionamento amoroso, de amizade, de competição, solidão acompanhada. Momentos de entrega e confiança se alternam com o inevitável isolamento que evidencia o anseio por completar-se na relação com o outro.

Tão longe, tão perto, tão perto, tão... - foto Lícia Arosteguy
Direção Eva Schul
Intérpretes De um a cinco
Lícia Arosteguy, Luiza Moraes, Tom Nunes, Luciana Hoppe, Junior Grandi, Fernanda Santos, Gabriela Santos, Leonardo Jorgelewicz
Interpretes Criadoras Tão longe, tão perto... Renata de Lélis e Viviane Lencina
Iluminação André Winovski
Trilha sonora Tão longe, tão perto... Felipe de Paula
Trilha sonora De um a cinco Guenther Andreas
Figurinos Tão longe, tão perto... Ânima
Realização Ânima

Espetáculo RODA GIGANTE

05 a 28 de agostosextas e sábados às 21h e domingos às 20h
Teatro de Câmara Tulio Piva

Duração 70 min
Ingressos R$ 20,00
(50% de desconto para classe artística, idosos e estudantes)

foto Tiago Trindade
Baseada na novela Vale Tudo, de Gilberto Braga, conta a história de Celeste menina pobre do interior do RS que sonha em viver em Porto Alegre e casar com homem rico e que não mede esforços para atingir seus objetivos. Um crime e um final diferente a cada apresentação.

Direção e Roteiro Leo Maciel
Elenco Ana Carolina Moreno, Bibi Rosito, Júlia Brunelli, Larissa Sanguiné, João Carlos Castanha, Rafael Regolli, Rafael Albuquerque, Ramon Silvestri, Luciana Verch e Pitti Sgarbi
Iluminação Carlos Azevedo/Casemiro Azevedo
Produção O Grupo
Cenário Constança Brunelli
Figurino Fabrizio Rodrigues

NOVAS CARAS apresenta APENAS O FIM DO MUNDO

Dias 03, 10, 17,24 e 31 de agostoSempre às quartas-feiras, às 20h
Teatro de Câmara Túlio Piva
Duração 1h20min

Entrada franca(Senhas 1 hora antes)

Em meio à sociedade pós-moderna, valores morais remanescentes de uma cultura patriarcal e arcaica ainda encontram espaço em pequenos centros urbanos. Quando esses valores entram em choque dentro da mesma família a situação se torna insustentável, levando à separação. Percebendo a finitude humana, questões existencialistas vêm à tona em meio a mágoas, arrependimentos e frustrações.

Direção, cenário e figurino Patrick Peres
Elenco Danuta Zaghetto, Nara Piccolli, Patrick Peres, Renata Stein, Vinícius Mello
Trilha sonora original Kevin Brezolin
Iluminação Ricardo Santana

Teatro aberto apresenta CINZAS ÀS CINZAS

Dias 2, 9,16,23 e 30 de agosto
Terças-feiras, às 20h
Sala Álvaro Moreyra
entrada franca
Duração 75min

Manoela König Schmidt

Este espetáculo é resultante das disciplinas de Atelier de Composição e Atelier de Criação Cênica do Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAD/UFRGS). Um casal discute a relação. Ela revela que teve um amante no passado. Ele quer saber quem é, como é, quando foi. Aos poucos, outras respostas irão vir à tona, nesta que é uma das últimas peças do Prêmio Nobel de Literatura Harold Pinter.

Texto Harold Pinter
Direção Luís Fabiano Oliveira
Atuação Elielto Rocha e Marcia Berselli
Orientação Acadêmica Luciane Olendzki e Patricia Fagundes
Iluminação Lucca Simas
Figurinos Naray Pereira
Pesquisa da Trilha Sonora Luís Fabiano Oliveira
Contrarregragem D´Cabral
Fotos Manoela König Schmidt
Contato luisfabiano9977@gmail.com

SISTEMA DE ARQUIVOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE(2)(SIARQ/POA)

O Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho tem por missão assegurar a guarda, a proteção e a preservação do patrimônio arquivístico público avaliado como de guarda permanente, e, acima de tudo, assegurar o pleno acesso às informações neles contidas por todo cidadão que delas precise ou queira tomar conhecimento.
No processo de reclassificação e reorganização da documentação permanente - abrangendo o período de 1892 a 1955 - que se encontra custodiada pelo Arquivo Histórico e Arquivo Público Municipal, dentro do SIARQ/POA, é preciso que se considerem a legislação determinante das competências/funções dos órgãos administrativos, as próprias competências definidas, as unidades administrativas produtoras/recebedoras desses documentos e os documentos produzidos/recebidos em razão dessas funções.
De posse dessas informações, cada documento será classificado em um Plano de Classificação de Documentos – PCD –, de acordo com a função para a qual foi produzido/recebido, e organizado, arranjado dentro do Fundo, isto é, do órgão administrativo no qual foi produzido/recebido, respeitando-se, assim, o princípio da proveniência ou de respeito aos fundos.












Os documentos acima serão classificados na função – Execução de atividades que dão sustentabilidade administrativa, financeira e jurídica à administração pública municipal –; subfunção – Gestão financeira; série – Contabilização dos atos e fatos decorrentes das atividades financeiras; subsérie – Demonstrações contábeis (balanço, orçamento, financeiro e patrimonial).
São provenientes da Seção de Contabilidade, Fundo da Intendência Municipal ao qual pertencem e dentro do qual serão organizados e arquivados.
Existem, ainda, no Arquivo Público Municipal, vinculado à Secretaria Municipal da Administração – SMA, cerca de dois milhões de documentos microfilmados e que também serão objeto desse processo por se tratarem de documentos de valor permanente.
Esses documentos foram microfilmados sem os critérios arquivísticos hoje existentes para que tal procedimento possa ser levado a efeito de forma a propiciar o fácil acesso aos documentos.
Sendo assim, têm-se pela frente dois grandes desafios: o tratamento adequado para organização desse riquíssimo acervo e a sua plena disponibilização aos usuários.

MinC traz Secretária de Economia Criativa Cláudia Leitão

A Representação Regional Sul do MinC convida para mais uma edição dos Encontros com o Ministério da Cultura, a realizar-se no dia 9 de agosto, às 14h30min, no Teatro Túlio Piva (foto), na Rua da República 575. Desta feita, a convidada é a titular da Secretaria de Economia Criativa, Cláudia Leitão.
O objetivo do encontro é apresentar as políticas públicas da nova secretaria, voltada para a capacitação dos profissionais e a ampliação do crédito para empreendimentos do setor. A economia criativa tem se destacado como setor estratégico, seja através da geração de trabalho, emprego e renda, seja por meio da promoção da inclusão social, da diversidade cultural e do desenvolvimento humano.

(fonte: Boletim Informativo RRSul do MinC)

ABERTOS DOIS EDITAIS PARA INTEGRAR O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE POA 2011/2013

A Secretaria Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre comunicam a abertura de dois Editais com a finalidade de compor a formação do Conselho para o biênio 2011/2013.
O Edital 01/2011 convoca as 17(dezessete) regiões do Orçamento Participativo da capital, para que escolham, em suas comissões de cultura ou núcleos de cultura, um titular e um suplente para representá-las no CMC/POA. As comissões de cultura deverão eleger seus representantes, com uma Ata da Reunião e, após fazerem a indicação, devem referendá-la no FROP – Forum Regional de Delegados do OP. Após o referendum, deverão as regiões encaminhar as indicações, no período de 1º a 26 de agosto, na Sala do Conselho Municipal de Cultura, 6º andar da Usina do Gasômetro, Av. Presidente Goulart, 551, centro histórico, no horário da manhã, das 9 às 12 horas.
Já o Edital 02/2011, abre prazo para as Entidades Culturais com atividade cultural comprovada no município, para que se cadastrem, ou recadastrem, atualizando seus dados, no prazo de 1º a 26 de agosto, com o objetivo de compor o Conselho Municipal de Porto Alegre, nos segmentos de Artes Visuais, Cinema, Vídeo e Foto, Artes Cênicas, Livro e Literatura, Música, Patrimônio Cultural, Folclore e Tradicionalismo, Carnaval, Humanidades, Hip Hop, Dança e Pontos de Cultura.
Para tanto, as entidades culturais deverão ingressar no protocolo central da PMPA, Rua Sete de Setembro, 1123, 2º andar, com cópia autenticada dos seguintes documentos: Requerimento padrão ao Secretário Municipal da Cultura, à disposição no local para ser preenchido; cópia autenticada do ato constitutivo da entidade, com as alterações que houverem e cópia autenticada da ata da última eleição de diretoria.
Os Editais citados, que atendem as determinações legais das Leis 399/97, Lei 660/2010 e Decreto 11738/97, estão à disposição, com seus anexos e legislação correspondente, no site: www.portoalegre.rs.gov.br/smc, em Editais.

29 de julho de 2011

CONSELHO DE CULTURA ABRE PROCESSO PEDINDO AO PREFEITO A CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO CULTURAL DO PORTO SECO

 O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE,em reunião no dia 14/04/2011, discutiu e deliberou mandar um documento ao Prefeito de Porto Alegre José Fortunati, em caráter deliberativo, solicitando a construção do COMPLEXO CULTURAL DO PORTO SECO.

Esse documento foi entregue hoje no Protocolo Geral sob o número:001.033104.11.5

CÓPIA DO PROTOCOLO PARA CONTRÔLE SOCIAL DA SOCIEDADE

Presidente do Conselho por ocasião da entrega no Protocolo Geral

Texto do documento entregue:


Of. CMC/POA 03/2011                                                      Porto Alegre, 14 de abril de 2011 .
Ao Exmo.Sr.
JOSÉ FORTUNATI
DD.Prefeito Municipal
Nesta Capital

                     


                        Senhor Prefeito,

                    
                  

Ao cumprimentar-lhe, muito cordialmente, o Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre, hoje reunido, em caráter deliberativo, analisando a situação do Complexo Cultural do Porto Seco, vem EXPOR E REQUERER:

  1. Considerando que Porto Alegre não tem ainda um espaço de eventos culturais com capacidade para 30 mil pessoas;
  2. considerando o momento de investimentos especiais relativos à COPA 2014 que oportuniza a reforma e conclusão de equipamentos culturais, com verbas federais do PAC CULTURA e PAC TURISMO;
  3. considerando que o Carnaval é uma das mais importantes manifestações culturais e que agrega um universo  de empregos temporários e permanentes, além de consistir em fonte geradora de renda e de formação de profissionais;
  4. considerando que todos os investimentos feitos nesses 8(oito) anos de realização do carnaval no Complexo Cultural do Porto Seco remontam o equivalente à metade do primeiro orçamento de construção definitiva;
  5. considerando que naquele espaço pode se desenvolver a Universidade Popular do Carnaval, demanda aprovada no Orçamento Participativo;
  6. considerando que a cidade carece de equipamentos que também sirvam como referência arquitetônica internacional;
  7. considerando a integração que o aproveitamento e conclusão daquele equipamento significará para a população da região do Eixo-Baltazar e, por conseguinte, para todos os porto-alegrenses,

A IMEDIATA CONCLUSÃO DO COMPLEXO CULTURAL DO PORTO SECO, aparelhando Porto Alegre com um espaço apropriado, tanto para realização dos eventos do carnaval, bem como outras iniciativas culturais, educacionais e sociais que o mesmo poderá abrigar.
 
           
                         Cordialmente,


                       Paulo Roberto Rossal  Guimarães
                        Presidente

FOTOS DA REUNIÃO DO CMCPOA NO DIA 14/04/2011:

PAUTA:COMPLEXO CULTURAL DO PORTO SECO
LOCAL DA RELIZAÇÃO:ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RS