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Justiça cassa mandato do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre

A decisão do juiz José Antonio Coitinho, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em Mandado de Segurança impetrado p...

26 de novembro de 2009

NOVA DATA DA CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA DO RS

INFORMAMOS A TODOS:

Segundo informação da sra. Janete da Sedac-RS, a Conferência Estadual de Cultura será realizada no dia 11/12/2009, a partir das 09 horas da manhã no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do RS.


Guimarães Presidente Conselho Municipal de Cultura
F: 3026.6777 / 9987.5880

24 de novembro de 2009

Obras para conclusão da Cinemateca Capitólio serão retomadas

Liberação de parcela de R$ 1,1 milhão pelo BNDES possibilita a finalização do projeto

Marcelo Perrone | marcelo.perrone@zerohora.com.br

Os trabalhos de restauração do antigo prédio erguido em 1928 na Demétrio Ribeiro com a Borges de Medeiros, esquina referencial do centro de Porto Alegre, ficaram prontos no começo de 2007. Mas o que parecia ser um passo largo rumo à conclusão da Cinemateca Capitólio, meses adiante, tropeçou na falta de recursos e nos trâmites da burocracia. Agora, com a aguardada liberação da parcela de R$ 1,1 milhão negociada nos últimos dois anos, foi lançado um novo prazo para a entrega de um dos mais aguardados projetos culturais do Estado: primeiro semestre de 2010.

Cícero Aragon, presidente da Fundação Cinema RS (Fundacine), entidade que está à frente do projeto em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, retornou de Brasília este final de semana com a certeza:

– Agora vai, não tenho a menor dúvida. O contrato com o BNDES será assinado até 15 de dezembro. Vamos depender de prazos de fornecedores de equipamentos que precisam ser feitos sob encomenda, como as poltronas e o elevador.

O projeto de transformar o Capitólio em centro cultural existe desde 1997. Em 1994, aquele que foi um dos mais tradicionais cinemas de rua da Capital fechou as portas, encerrando um ciclo de decadência que se arrastava desde os anos 1980, quando filmes pornográficos passaram a ocupar a programação. Em 1995, a prefeitura declarou o Capitólio Patrimônio Cultural de Porto Alegre, e o município adquiriu o prédio.

A construção da cinemateca, que além de exibir filmes abrigará acervos e servirá como centro de pesquisa, começou a sair do papel em 2004. O orçamento inicialmente previsto, no valor de R$ 4,1 milhões, foi bancado pela Petrobras. Mas a verba acabou sendo insuficiente.

– Os custos foram redimensionados para adequação das obras às exigências técnicas do Patrimônio Histórico do Estado e aos padrões de cinematecas referenciais, como a Cinemateca Brasileira e a Cinemateca Uruguaia – explica Aragon. – Não foi liberada a instalação de uma casa de máquinas para o elevador, por exemplo. Tivemos de encomendar um hidráulico. O sistema de ar-condicionado é especial, que impede a mistura do ar de diferentes salas e mudanças bruscas de temperatura e umidade.

Segundo Aragon, assim que a Petrobras anunciou que não colocaria mais dinheiro no projeto, o BNDES manifestou interesse, dando início à lenta negociação que chegou ao fim na semana passada. Nesses dois anos, a Fundacine e a prefeitura investiram cerca de R$ 1,5 mil mensais em vigilância e manutenção do prédio.

– Tudo o que foi feito no interior está preservado. O acesso ao local é restrito – diz, referindo-se ao minucioso trabalho de restauro de piso, adornos, luminárias, portas e janelas originais do início do século 20.

O novo espaço cultural
> As obras da Cinemateca Capitólio foram iniciadas em dezembro de 2004. A previsão inicial era concluir o projeto no final de 2006, prazo posteriormente prorrogado para o segundo semestre de 2007 e primeiro semestre de 2008. Previsão atual: retomada de obras em dezembro e inauguração da Cinemateca no primeiro semestre de 2010.
> Investimento total de R$ 5,6 milhões, com R$ 4,1 milhões repassados pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet. Mais R$ 1,1 milhão acabam de ser liberados pelo BNDES, também via Lei Rouanet. Os R$ 400 mil restantes devem ser buscados em patrocínio de empresas gaúchas.
> O que falta fazer: mobiliário, equipamentos, subestação de energia e central de ar-condicionado.
> O novo espaço terá uma sala de cinema com 188 lugares, com projeção em película 35mm e 16mm e vídeo, livraria, cafeteria, biblioteca e centro de documentação e informação audiovisual para pesquisa pública. A Cinemateca contará também com cinco salas de projeção multimídia, uma com 42 lugares e quatro para grupos de até cinco pessoas.
> O acervo será conservado em salas com climatização especial, num sistema de antecâmaras para evitar choque térmico.
Guimarães Presidente Conselho Municipal de Cultura
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23 de novembro de 2009

A era dos adultos infantilizados

TEXTO MARAVILHOSO:
COLABORAÇÃO DE ANABEL ALZAIBAR

Se não conseguimos crescer, como será possível educar os filhos?

Eliane Brum

ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br

Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)

Na semana passada, um amigo me enviou um email com o anúncio de um personal organizer. Ele sugeria que eu contratasse um desses “profissionais” para arrumar a minha mesa. Era uma sacanagem, claro. Eu detenho o título de autora da mesa mais bagunçada da Época desde que entrei na equipe da revista, em janeiro de 2000. Nesse quesito, sou imbatível. Na minha mesa, é possível encontrar, convivendo ecumenicamente lado a lado (ou um em cima do outro), um saco de salgadinhos, uma imagem de São Francisco de Assis, uma lagosta de borracha e um dicionário de sinônimos. Isso em apenas um cantinho. Às vezes preciso escrever com os cotovelos grudados no corpo, porque não tenho outro lugar para apoiá-los. Embora venha cogitando ter uma mesa organizada há umas duas décadas, na minha bagunça pessoal eu acho tudo e não perco nada – ou quase nada. É o meu jeito.

Mas há algo bem interessante na brincadeira do meu amigo. A multiplicação de termos como personal e coach diz muito sobre a época em que vivemos. E sobre os adultos que nos tornamos.

O conceito de infância, como o conhecemos, se consolidou no Ocidente a partir do século XVIII. Até o século XVI, pelo menos, assim que fossem desmamadas e conseguissem se virar sem as mães ou as amas, as crianças eram integradas ao mundo dos adultos. E, como tal, eram responsáveis pelas consequências de seus atos. A infância, como idade da brincadeira e da formação escolar, ao mesmo tempo com direito à proteção dos pais e depois à do Estado, é algo relativamente novo.

Nem sempre as crianças significaram a promessa para o futuro tanto de uma família como de uma nação. A infância não é um conceito natural ou determinado apenas pela biologia. Como tudo, é também ou principalmente uma invenção cultural, um fenômeno histórico implicado nas transformações econômicas e sociais do mundo dos humanos, em permanente mudança e construção.

Me parece que hoje há algo novo nesse cenário. A partir do século XXI, vivemos a era dos adultos infantilizados. Uma espécie de infância permanente do indivíduo. Não é por acaso que os coaches proliferam. Coach, em inglês, significa treinador. Originalmente, treinador de times e de esportistas. Mas que foi ampliada para treinador de tudo, inclusive de como viver: os life coaches. Personal trainers têm função semelhante. Treinar alguém para se exercitar, comer, se vestir, namorar, conseguir amigos e emprego, lidar com conflitos matrimoniais e profissionais, arrumar as finanças e também organizar os armários e a mesa de trabalho, como na sugestão do meu amigo.

Nesses conceitos importados dos Estados Unidos, o país que transformou a infância numa bilionária indústria cultural e de consumo, a ideia é a de que, embora estejamos no que se convencionou chamar de idade adulta, não sabemos lidar com nenhum aspecto da vida sozinhos. Coaches e personal trainers podem ser eufemismos para uma função muito parecida com a da babá. Crescemos, terminamos a escola, constituímos família ou não, vamos para o mercado de trabalho, mas precisamos de alguém que arrume nossa mesa e nossa casa, nos ensine a comer direito, nos diga como namorar e conseguir amigos, nos treine para impressionar o chefe e conquistar uma promoção. Nos ensine, em programas diários, semanais, mensais e anuais, como num planejamento das metas de uma empresa, a viver, como no caso dos life coaches.

Ao nos reduzirmos a adultos que precisam de babás por total incapacidade de lidar com qualquer aspecto da vida, do sentimental ao profissional, a que renunciamos? A muito. Mas o principal é que renunciamos à responsabilidade. A construção contemporânea de infância está fundamentada no conceito de que, tanto no estatuto social quanto no jurídico, crianças são seres com direito à proteção e à educação – mas sem responsabilidade pelos seus atos. Crescer, tornar-se adulto, é justamente passar a responsabilizar-se pelos seus atos. Mas, no caso das novas gerações de 20, 30, 40 anos, se isso ainda vale para o estatuto jurídico, parece perder força no estatuto social.

Os adultos desse início de milênio parecem prolongar a infância no sentido da não-responsabilização. São sinais, aqui e ali, de uma transformação na forma de ver a si mesmo – e de ser visto. É corriqueiro testemunhar, seja no bar ou na empresa, gente que fica muito surpresa porque seus atos motivaram uma reação indesejável, uma conseqüência pela qual precisam responder. Nesse momento, vemos adultos com cara de surpresa, olhos arregalados como os de uma criança. Parecem pensar: “Mas por que eu, que sou tão bacana, tão inteligente, tão cool?”. Quando podem, chamam os pais, os advogados.... os coaches para salvá-los. A expectativa, como um direito adquirido, é a de que sempre serão “perdoados”.

Da mesma maneira, encarnam a geração do “eu mereço”. Se não há responsabilidade pelos seus atos, também não há responsabilidade pelas suas conquistas. Está cada vez mais diluída a ideia de trabalhar por aquilo que se quer com a consciência de que custa tempo, esforço, dedicação. Escolhas e também perdas, frustrações. Alcançar sonhos, ideais ou mesmo objetivos parece ser compreendido como uma consequência natural do próprio existir, de preferência imediata. É uma espécie de visão contemporânea da ideia mística de destino, de predestinação. Ou apenas uma questão de usar a estratégia certa. E, para nos ensinar a traçá-la, buscamos um business coach.

O “eu mereço” vem a priori. “Eu mereço porque eu sou eu”. Ou: “Eu existo, logo mereço”. O fazer por merecer foi eliminado da equação. Quando essa crença, tão fundamentalista quanto os preceitos de algumas religiões, fracassa, aí é hora de buscar o happiness coach (treinador de felicidade), o dating coach (treinador de relacionamentos amorosos), o health coach (treinador de saúde), o conflict coach (treinador de conflitos matrimoniais e profissionais), o diet coach (treinador de alimentação saudável). O life coach. É estarrecedor verificar como as gerações que estão aí – e as que estão vindo – parecem não perceber que a vida é dura e dá trabalho conquistar o que se deseja. E, mesmo que se esforcem muito, haverá sempre o que não foi possível alcançar.

Muito se tem falado e escrito sobre a falta de limites das crianças de hoje. E aqui o “de hoje” faz realmente sentido. A partir da constatação de que as crianças não param quietas um minuto, em lugar nenhum, a psiquiatria criou síndromes no mínimo curiosas. A indústria dos medicamentos estimulou a disseminação de drogas no mínimo questionáveis. Foram tecidas teses de todo o tipo, algumas delas bem estapafúrdias. Ou no mínimo curiosas.

Afinal, os professores choram em sala de aula pela prepotência dos alunos. E ninguém mais aguenta crianças berrando nos restaurantes, falando nos cinemas, atropelando nos corredores. Eu, que sou bem pouco tolerante não só com crianças mal-educadas, mas com gente mal-educada, em geral reclamo. Os pequenos e rosados pimpolhos costumam me olhar com os olhos estalados: “Mas eu sou tão fofo! Por que você não gosta de mim?”. E as mães, indignadas por eu não me render ao encanto de seus rebentos, também me olham ofendidas: “Mas ele é tão fofo! Todo mundo gosta dele. Você deve ter algum problema!”. E lá vem a ofensa predileta para atingir uma mulher: “Sua mal-amada!”.

Para além das boas hipóteses das muitas teses e debates sobre o fenômeno da infância insuportável, me parece que vale a pena pensar sobre quem são os pais dessas crianças. Se os pais são adultos infantilizados, que não conseguem se responsabilizar pelas suas vidas – e muitos nem acham que precisam... –, como esperar que suas crianças se responsabilizem? Como esperar que os pais sejam pais se continuam sendo filhos?

Esses pais continuam sendo filhos ao não responsabilizarem-se pelas suas vidas. Ao permitir que seus filhos façam o que bem entendem, não só dentro de casa, mas no espaço público, estão escolhendo o que dá menos trabalho. Sim, porque educar, botar limites, se importar, dá muito trabalho. E exige tempo, gasto de energia, esforço. Amor. O mais fácil é deixar para lá. Ou bater a porta da rua e deixar que a babá – a de seus filhos – se vire. Mas há algo mais.

Me parece que a permissividade com os filhos é uma permissividade consigo mesmo. Se os filhos encarnam o ideal dos pais, se neles estão colocados os desejos e as melhores esperanças dos pais, não seria de esperar que o ideal de pais infantilizados seja o de que os filhos possam tudo? Bem ou mal, ainda que andem pelo mundo como se não tivessem responsabilidade nem por si mesmos nem pelos destinos do planeta, em alguma medida esses adultos precisam lidar com as consequências de seus atos – ou não-atos.

É de se esperar que, para os filhos, desejem, consciente ou inconscientemente, que possam fazer tudo sem nenhuma espécie de retaliação. Aos filhos, tudo deve ser permitido. Algo como: “se para mim não está sendo assim, que pelo menos seja para os meus filhos”. Um ideal tão óbvio como é o desejo que os filhos se formem na universidade para os pais que não puderam estudar ou que o filho tenha casa própria para os pais que viveram a vida inteira de aluguel.

Desde que a infância se tornou um depositário do futuro, os pais desejam que os filhos realizem aquilo que não puderam realizar. Não seria lógico que os pais que se tornaram adultos sem se responsabilizar pela vida – sem sair da infância, portanto – desejem que os filhos possam fazer tudo? Nesse sentido, é ainda mais grave do que parece: ao permitir tudo, esses pais estão fazendo o melhor que podem para o cumprimento de suas mais caras esperanças.

Há muito para pensar. E, por enquanto – ufa! – ainda não inventaram um think coach.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Guimarães Presidente Conselho Municipal de Cultura
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20 de novembro de 2009

RESULTADO ELEIÇÃO CMCPOA



















OS ELEITOS:LUIS ANDRÉ,GUIMARÃES E BRENO


Senhores (as):

Informamos que ontem, dia 19, às 19h, no Centro Municipal de Cultura, foi realizada eleição para Diretoria do Conselho Municipal de Cultura (veja lista de candidatos abaixo e votação), no qual essa entidade tem representação.
Desde o início dos trabalhos da nova composição do Conselho, que não se reunia desde 2005, em agosto do corrente ano, trabalhamos para a realização dessa eleição, o que permitirá ao mesmo dar início ao desenvolvimento de atividades que justificam sua existência, ou seja, para que ele possa atuar como instrumento de regulação social no que diz respeito a políticas culturais implementadas pelo poder público em âmbito local.
É, portanto, de muita importância, para assegurar a legitimidade e a pluralidade deste Conselho, que todas as entidades que o integram continuem participando das reuniões.
E ontem o dia foi por demais especial para todos os conselheiros e visitantes, pois finalmente algo tão almejado, tão esperado estava ali se concretizando.
A Sociedade Cultural de Porto alegre, ali representada por uma grande parte dos seus segmentos com um quórum muito significativo de 29 pessoas entre titulares e suplentes, fato surpreendente na história do conselho, além de muitos visitantes que vieram presenciar aquele momento histórico para a cultura da cidade e apoiar seus candidatos.
Nós que participamos como um dos candidatos à Presidente e eleito, conforme votação abaixo, viemos de público em nome do conselho agradecer a todos que participaram de uma maneira ou de outra para que esse momento se concretizasse, participando com seu voto, com seu apoio, articulando para trazer todos os segmentos que ainda não estavam participando , etc.
Eu particularmente aproveito também para agradecer a todos os votos recebidos, aos integrantes da Comissão de Cultura da Região Leste, que sempre confiaram e me apoiaram indicando meu nome para ser o representante da Região no Conselho.

Votação dos candidatos:

A - PARA PRESIDENTE:

1- Paulo Roberto Rossal Guimarães – 10 votos (41,66%)

PRESIDENTE ELEITO

2- Dilmair Monte dos Santos – 7 votos - (29,16%)

3 - Eloá Muniz da Silva – 7 votos - (29,16%)

B - PARA VICE – PRESIDENTE:

1- Luis André Thilem de Oliveira -15 VOTOS - (62,50%)
VICE-PRESIDENTE ELEITO

2- Marco Aurélio dos Santos Pereira – 6 VOTOS – (25%)

3- Hans Baumann – 3 VOTOS – (12,50%)

C- PARA SECRETÁRIO (A)

1 - Arlete Luiza Mazzo - 9 VOTOS – (37,50%)

2- Breno Ketzer Saul – 14 VOTOS – (58,33%)
SECRETÁRIO EXECUTIVO ELEITO
3 - ABSTENÇÃO- 1 VOTO – (4,16%)

GUIMARÃES – PRESIDENTE DO CMC DE PORTO ALEGRE


19 de novembro de 2009

NOBRES CONSELHEIROS DO CMCPOA

OBSERVANDO A MÁXIMA QUE USEI COMO LEMA:

“O HOMEM NÃO PODE SER MEDIDO PELO QUE DIZ E SIM PELO QUE FAZ”

ENUMERO ABAIXO AÇÕES CONSTRUTIVAS E REAIS QUE FIZ DURANTE O CURTO PERIODO COMO PRESIDENTE PROVISÓRIO DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE.

1- CONTATO CONSTANTE COM OS SEGMENTOS E REGIÕES QUE AINDA NÃO MANDARAM REPRESENTANTES PARA O CONSELHO, NO SENTIDO DE AUMENTAR O NÚMERO DE PARTICIPANTES, QUALIFICANDO O CÓRUM E DANDO OPORTUNIDADE DE SOBREVIVÊNCIA E CONTITUIDADE AO CONSELHO.

2- CONFECÇÃO DO GRUPO DE MENSAGENS, ATINGINDO NO MOMENTO QUASE A TOTALIDADE DOS CONSELHEIROS QUE TEM EMAIL.

3- CONFECÇÃO DE UM BLOG PARA SEREM COLOCADAS NOTÍCIAS DE INTERESSE DO CONSELHO E SOCIEDADE.

4- RESGATE DO LOGO DO CONSELHO, POR GENTILEZA DE UM EX-PRESIDENTE IVO BENFATO, APÓS CONTATO COM SUA PESSOA.

5- PARTICIPAÇÃO COMO CONSELHEIRO E REPRESENTANDO O CONSELHO NO SIMPÓSIO DO SISTEMA NACIONAL DE CULTURA.

6- PARTICIPAÇÃO PESSOAL NA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE VIAMÃO, COLABORANDO NA REALIZAÇÃO E APRESENTANDO MOÇÃO EM PROL CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA.

7- PARTICIPAÇÃO EM 8 PRÉ-CONFERÊNCIAS, APRESENTANDO DIRETRIZES EM QUASE TODAS ELAS.

8- ENVIO CONSTANTE DE NOTICIAS, PROJETOS,EVENTOS,EDITAIS PARA TODA A SOCIEDADE.

E PRETENDO FAZER MAIS AINDA, SE OS NOBRES CONSELHEIROS ME DEREM OPORTUNIDADE DE JUNTOS COM TODOS TENTAR REALIZAR.

“JUNTOS NÓS PODEMOS”

PAULO ROBERTO ROSSAL GUIMARÃES

Traficantes vetam crack em Santa Cruz

Criminosos anunciaram decisão em reunião com moradores de bairro
Humberto Trezzi | humberto.trezzi@zerohora.com.br

A quadrilha que domina a venda de drogas no bairro mais populoso de Santa Cruz do Sul decretou: não vai vender mais crack. Além disso, anunciou “represálias severas” a quem comercializar a droga na sua área de atuação.

O recado foi repassado à associação de moradores do bairro Bom Jesus e confirmado por repórteres do jornal Gazeta do Sul, que entrevistaram um dos traficantes. Gerente de boca de fumo, o criminoso justificou o corte na venda à necessidade de acabar com a onda de furtos e assaltos decorrente do consumo do crack. Os roubos desencadeiam repressão por parte da polícia, o que não agrada aos patrões do tráfico.

O mais curioso é que os traficantes fizeram o anúncio durante reunião com cem moradores do bairro – a comunidade havia se engajado numa cruzada contra o crack. Os delinquentes deram o prazo de 10 de dezembro para que cesse a venda da droga no lugar. Até lá, venderão os estoques. Depois, vai vigorar a pena do submundo contra quem violar a regra – o que pode incluir morte. Os integrantes da associação de moradores relataram aos traficantes que até crianças de nove anos estão consumindo a pedra e furtando para sustentar o vício.

Nem tudo é boa notícia. Os traficantes reafirmaram que vão continuar vendendo cocaína e maconha. O presidente da associação de moradores do bairro, Clairton Ferreira, confirmou a que os traficantes souberam da reunião comunitária e foram ao encontro para anunciar o veto ao crack:

– A gente vinha ajudando mães, tentando internações. Vimos como algo positivo essa posição deles.

A decisão surpreendeu as autoridades. Ao confirmar que a reunião dos traficantes com os moradores ocorreu de fato, o titular da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas da Polícia Civil (Defrec) de Santa Cruz do Sul, delegado Luciano Menezes, já mandou investigar o episódio. Ele acredita que, apesar de vir de um “poder paralelo”, a iniciativa de parar com a venda de crack é positiva para a comunidade.

– Espero que isso se estenda a toda a cidade. É claro que continuaremos prendendo traficantes, mas não podemos nos iludir: a venda de drogas continuará. Melhor se não venderem crack, porque a maior parte dos roubos e até alguns homicídios são cometidos por viciados na pedra – disse Menezes.

A mudança de comportamento dos traficantes, com progressivo abandono do crack como mercadoria, foi tema de reportagem de ZH publicada no domingo.

17 de novembro de 2009

PLATAFORMA GUIMARÃES PRESIDENTE CMCPOA(2)

NOBRES CONSELHEIROS E SOCIEDADE CULTURAL ESCLAREÇO MELHOR A MINHA PLATAFORMA:

DESTACO QUE DEFINITIVAMENTE O HOMEM NÃO PODE SER MEDIDO PELO QUE DIZ E SIM PELO QUE FAZ, DIANTE DISSO PRETENDEMOS JUNTOS FAZER:

1 - LUTAR SEMPRE PELOS INTERESSES CULTURAIS DA SOCIEDADE, RESPEITANDO A PLURALIDALIDADE DE IDÉIAS, PROJETOS E VISÃO DE MUNDO EM TODOS OS SEUS ASPECTOS.

Isso inclui valorizar, respeitar todos os segmentos culturais, idéias políticas, visões de mundo segmentadas

2- LUTAR PARA QUE A VALORIZAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA E SEUS CONSELHEIROS SE DÊ PELA EXECUÇÃO DAS DEMANDAS REGIONAIS E DOS SEGMENTOS CULTURAIS, APONTADAS PELA POLÍTICA CULTURAL DESSE CONSELHO.

Como fazer isso:

a- Claro que junto com todos os Conselheiros;

Como sugestão poderíamos fazer grupos de trabalho setorizados para que cada grupo, tendo também o que já foi apontado na VII conferência Municipal de Porto Alegre, elencar as prioridades de cada segmento, região, etc.

b- A partir das prioridades, procurar atuar como mediador , junto aos poderes públicos e iniciativa privada para que essas prioridades sejam atendidas, mas sempre atuar dentro de uma mediação positiva e construtiva,não ficar só no discurso, respeitando todos os atores em questão:Sociedade, Poder Público e Iniciativa Privada, pois sem respeito no diálogo não chegaremos a lugar nenhum em qualquer parceria.

3- VALORIZAR E RESPEITAR A DIVERSIDADE CULTURAL ATRAVÉS DA CONQUISTA DA GARANTIA DE EQUIPAMENTOS, RECURSOS FINANCEIROS E AÇÕES PARA TODAS AS FACES CULTURAIS DE NOSSA CIDADE.

A valorização da diversidade cultural só se dará a partir do momento que sejam contempladas com suas necessidades básicas, para então poderem cumprir com suas finalidades sócio-culturais.

4 – INFORMAR A SOCIEDADE ATRAVÉS DE UMA REDE NA INTERNET, DIVULGANDO:

A) DATAS DE EDITAIS;

B) FINANCIADORES DE PROJETOS CULTURAIS

C) CONCURSOS E CHAMAMENTO DE OFICINEIROS E OUTROS PROFISSIONAIS DA CULTURA;

D) CURSOS E PALESTRAS DE QUALIFICAÇÃO DO 3º SETOR.

POIS SOCIEDADE CULTURAL BEM INFORMADA É SOCIEDADE PROTAGONISTA.

Isso eu sempre faço, desde muito tempo, sempre informando e compartilhando com todos a realização de eventos, festas, palestras, etc, pois assim dou minha contribuição voluntária em algo que para mim é fácil fazer:

SOU UM HOMEM DE COMUNICAÇÃO, NUMA ÉPOCA ONDE TUDO É COMUNICADO DE FORMA INSTANTANEA PELA INTERNET.

PARA ENCERRAR A DEFESA DA CANDIDATURA DIGO:

NÃO BASTA TER O PRIVILÉGIO DO VOTO, AI QUE TER CUIDADO NA ESCOLHA PARA SE ACERTAR E TER MUDANÇAS, PORQUE SÓZINHOS PODEMOS CHEGAR MAIS RÁPIDOS, MAS JUNTOS CHEGAREMOS MAIS LONGE.

E PRETENDO FAZER ISSO COM A AJUDA DE VOCÊS

“JUNTOS NÓS PODEMOS”

PAULO ROBERTO ROSSAL GUIMARÃES

13 de novembro de 2009

Campanha à Presidência do Conselho Municipal de Cultura

A pessoa que assumir esta tarefa de presidir o Conselho deve ter em mente que não basta empoderar-se do cargo. Deve, sim, ser um mediador entre o poder público e as necessidades das comunidades.

Estas necessidades são múltiplas e diversas, e assim devem ser respeitadas: cada representação cultural com suas diferenças e suas características. A gestão cultural é, portanto, uma mediação entre as distintas manifestações culturais, cuidando para que sejam genuínas e expressando a vontade de cada segmento e comunidade.

Não há que se inventar a roda, mas há sim, que se respeitar a natureza cultural. Ou seja, a cultura não é verticalizada pelo exercício do poder. Ela se manifesta, se insinua e se impõe a revelia dele, o poder. A verdadeira cultura é imanente da sociedade e se transforma em movimento cultural representativo de um povo que pensa, e não de uma massa que aceita a verticalização da inversão dos processos culturais.

Há que se respeitar a diversificação. Não é por que o livro e a literatura são representações culturais mais antigas e representativas de pensamento mais estruturalista (teoricamente) que este segmento seja mais importante que o segmento de capoeira, por exemplo. A capoeira se vale do canto, da dança e da música. Mas ela só é completa quando as três áreas culturais se juntam num mesmo momento e realiza uma combinação estética corporal que dá sentido e visibilidade a roda de capoeira. Adianta eu querer que a capoeira se estruture como o livro? Claro que não. É disso que estou falando. Todos os segmentos culturais devem ser tratados respeitando suas características e suas necessidades, equitativamente.

Quando na última reunião falei de um plano de políticas públicas para a cultura era disso que falava. Priorizar com cada segmento as necessidades e construir um caminhar objetivo no sentido de fortalecer cada expressão cultural e, ao constituir um documento, buscar o comprometimento do poder público na sua realização.

Eloá Muniz
(51) 9676 2730
www.eloamuniz.com.br

8 de novembro de 2009

ATA DA VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE PORTO ALEGRE

Dia 28 de outubro de 2009 – quarta-feira –Teatro Elis Regina-Usina do Gasômetro

Composição da Mesa: Prefeito José Fogaça, Rozane Dalsasso-Minc, Paulo Guimarães-Presidente do CMC e Sergius Gonzaga, Secretário Municipal de Cultura e Presidente da VII Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre.

Feita a abertura da VII Conferência pelo Presidente Sergius Gonzaga, saudando os demais integrantes da mesa, desejou a todos profícuo trabalho. Paulo Guimarães enfatizou a importância do papel do CMC neste processo. Rozane Dalsasso explanou sobre os números em porto Alegre em termos de projetos em parceria com o Minc, seja pela SMC ou por entidades civis, salientando a importância de se trabalhar mais os pontos de cultura.

Feita a abertura oficial do evento com a fala dos presentes à mesa, com encerramento do prefeito José Fogaça, onde salientou a importância da cidade como o mais engenhoso projeto da civilização para a convivência dos seres e que é na cidade, na pólos, que começa e que se identifica realmente as necessidades do fazer cultural e das políticas públicas para a cultura, passou-se à palestra breve de 5(cinco) conferencistas sobre os eixos propostos pelo Minc.

Eixo I – Produção Simbólica e Diversidade Cultural

Professora Dra. Cleusa Maria Gomes Grebin

Eixo II – Cultura, Cidade e Cidadania

Jornalista Adroaldo Bauer Corrêa

Eixo III- Cultura e Desenvolvimento Sustentável

Luis Custódio –Coordenador de Patrimônio e Memória

Cultural-SMC

Eixo IV – Cultura e Economia Criativa

Professora Judite Sanson De Bem

Eixo V – Gestão e Institucionalidade da Cultura

Professor Dr. Luiz Gonzaga Silva Adolfo

Após as palestras iniciou-se a leitura do regimento Interno da Conferência que, após as votações de destaques teve as seguintes alterações. Saliente-se que estavam aptos a votar 117(cento e dezessete) Delegados :

O número da Conferência foi alterado de VI para VII;

1. No artigo 17°, incluiu-se a palavra ‘diretrizes’ logo após a palavra demandas, ficando assim a redação do mesmo:

‘A VII Conferência contará coma apresentação e a discussão de demandas e diretrizes das Pré-Conferências.’

Após feitas essas alterações foi aprovado na íntegra o Regimento Interno da VII Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre

Após feitas e votadas as alterações foi aprovada apresentação de propostas para 2 diretrizes municipais, 2 diretrizes estaduais, 2 diretrizes federais em cada eixo, donde obtivemos o seguinte resultado de conclusões, após as votações feitas e aprovados os textos:

Eixo I - PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL

Foco: Produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação.

- Produção de Arte e Bens Simbólicos;

- Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais;

- Cultura, Educação e Criatividade;

- Cultura, Comunicação e Democracia.

Diretriz Federal 1:

Potencializar o estudo das manifestações populares tradicionais nos estabelecimentos de Ensino Fundamental, Médio e Superior de forma continuada.

Estratégias:

a- Introduzir assuntos relativos a manifestações das culturas populares tradicionais nos currículos das escolas do Ensino Fundamental, Médio e Superior.

b- Implementar urgentemente as leis 10.639 e 11.645.

c- Criação de projeto de lei que transforme o atual programa cultura viva em política de estado, com a previsão de recursos no orçamento da união.

Diretriz Federal 2:

Efetivar ações, projetos, programas e políticas públicas culturais, específicas e diferenciadas, direcionadas aos povos indígenas, comunidades tradicionais (quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, entre outros) e coletivos urbanos periféricos.

Estratégias:

Identificar, delimitar, demarcar, homologar e titular os territórios imemoriais e tradicionais que permitam a reprodução sociocultural desses povos, comunidades e coletividades.

Diretriz Estadual 1 :

Execução da lei estadual de apoio a cultura – FAC como meio de financiamento de projetos e atividades que promovam a diversidade das manifestações culturais populares emergentes e tradicionais – Indígenas, Quilombolas e demais etnias.

Diretriz Estadual 2:

Construção de casas de cultura em todos os municípios do estado com incentivos de fundos de financiamento.

Diretriz Municipal 1: Garantir a efetividade das propostas, diretrizes e demandas votadas e aprovadas pela VII Conferência Municipal de Cultura, tendo como estratégia o diálogo amplamente divulgado e aberto com a comunidade propositora.

EIXO II - CULTURA, CIDADE E CIDADANIA

Foco: A cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso aos bens culturais.

- Cidade como Fenômeno Cultural;

- Memória e Transformação Social;

- Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais.

Diretriz Federal1: Que o governo do Estado e a união invista em formação e capacitação na área cultural para produção e consumo de bens culturais, otimizando os espaços já existentes, através de editais públicos garantindo o acesso universal.

Diretriz Federal 2: Implementar no Estado uma política cultural de criação, manutenção, conclusão e fomento de Pontos de Cultura e Espaços Culturais, com editais próprios e disponibilização de espaços físicos ociosos para possibilitar o desenvolvimento da produção cultural sem fins lucrativos possibilitando o exercício da cidadania, garantindo o acesso universal.

Diretriz Estadual 1:

Fomentação e criação de centros de cultura de matriz africana e manutenção dos micro territórios (terreiros), amparados pelo poder público, criando-se uma política estadual para garantia dentro do plano diretor das cidades.

Diretriz Municipal 1:

Acrescentar no Largo Zumbi dos Palmares a memória material e imaterial e um espaço gastronômico com comidas típicas da etnia africana.

Diretriz Municipal 2:

Fomentação e criação de centros de cultura de matriz africana e manutenção dos micro territórios (terreiros), amparados pelo poder público, criando-se uma política municipal para garantia dentro do plano diretor das cidades.

EIXO III- CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Foco: A importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento.

- Centralidade e Transversalidade da Cultura;

- Cultura, Território e Desenvolvimento Local;

- Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo.

Diretriz Federal 1:

Criação de interfaces e programas conjuntos com outras secretarias municipais e estaduais e ministério da cultura.

Estratégias:

- Intercâmbio em eventos, festivais, exposições, mostras, etc...

-Ampliação do programa Cultura Viva e dos recursos para pontos de cultura.

Diretriz Federal 2:

Incluir no currículo escolar o Programa Nacional de Educação Patrimonial.

Estratégias:

-Parceria com Secretarias afins, dentre elas, turismo, cultura, educação, etc...

Diretriz Estadual 1:

Criar outros festivais itinerantes(ex.Festival de Inverno)com o mesmo propósito em outras cidades do estado.

Diretriz Estadual 2:

Desenvolver projetos de cooperação com as entidades culturais (CTG’s, Escolas de Samba, Bibliotecas comunitárias, associações de classes, Complexo Cultural Porto Seco, entre outras), através do poder público, com fins de contribuir para o cumprimento de suas finalidades socioculturais.

Diretriz Municipal 1:

Apoiar e reconhecer as iniciativas da sociedade civil que objetivam a inclusão social e garantem o acesso aos direitos culturais.

EIXO IV - CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

Foco: Economia criativa como estratégia de desenvolvimento.

- Financiamento da Cultura;

- Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura;

- Geração de Trabalho e Renda.

Diretriz Federal 1:

Criação de um fundo de investimento em nível federal para a divulgação, produção e troca de conhecimentos das manifestações artísticas regionais dos 3 estados que compõem a Região Sul ( RS, PR e SC), garantindo a sustentabilidade e valoração financeira e profissional das regiões com a devida fiscalização realizada por câmara de representação pluritária( sociedade civil e governo).

Diretriz Estadual 1:

Criação de fundo de apoio a cultura em nível estadual para investimento direto do governo em:

- Trabalhos continuados de artes cênicas, música, literatura e artes visuais, etc...

- Intercâmbio de agentes culturais para participação em eventos e cursos fora do seu local de residência(tanto como aluno ou ministrante).

- Criação e manutenção de territórios culturais, na qual a gestão será compartilhada pelas diversas áreas da cultura, tais como artes cênicas, literatura, música artes visuais, manifestações populares, etc...

- Produção de longas-metragens que privilegiem o envolvimento de profissionais locais, prioritariamente na área artística e técnica.

Diretriz Estadual 2:

Criação de câmaras setoriais das cadeias produtivas dos diversos segmentos da cultura em nível estadual.

Estas câmaras deverão realizar em conjunto com o poder executivo, estudo de levantamento estatístico econômico que dimensione a economia da cultura, avaliando a cadeia produtiva, seus efeitos e resultados de forma qualitativa e quantitativa.

Diretriz Municipal 1:

Criação de um fundo de cultura com verba orçamentária própria a fim de garantir a manutenção e melhoria dos centros culturais, bibliotecas, casas de acervos musicais, cinematecas, teatros e casas de cultura já existentes e as demais que venha ser implantadas na cidade.

Diretriz Municipal 2:

Incentivo a geração de territórios culturais com a formação de uma rede de espaços alternativos e interativos.

EIXO V - GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA

Foco: Fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura.

- Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura;

- Planos Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura;

- Sistemas de Informações e Indicadores Culturais.

Diretriz Federal 1:

Criação e consolidação do Plano Nacional de Cultura, visando a criação de carreiras públicas na cultura através de concurso público.

Diretriz Federal 2:

Maior orçamento para o Fundo Nacional de Cultura com fortalecimento e transparência do mesmo.

Diretriz Estadual 3:

Criação e consolidação do Plano Estadual de Cultura.

Diretriz Estadual 4:

Regulamentação e implementação do FAC, mediante a realização de editais semestrais.

Diretriz Municipal 1:

Criação e consolidação do Plano Municipal de Cultura.

Diretriz Municipal 2:

Fortalecimento do FUMPROARTE e criação de programas de fomento para cada segmento da cultura.

A seguir foram votadas e aprovadas as seguintes moções:

Moção 1

O plenário da VII Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre, vem de público registrar seu repúdio a manifesta intenção do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, constante no P.L. 294, que institui novo sistema público de cultura, de retirar da CEC/RS seu poder deliberativo, em flagrante desrespeito ao art. 225 da Constituição Estadual, tudo isso também como o manifesto agravado em 10/09/2009 pelo Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre por maioria absoluta de apoio ao Conselho Estadual de Cultura do RS.

Moção 2

Para que permaneça em seu novo regimento, em fase de discussão e alteração, o caráter deliberativo ao Conselho Municipal de Cultura para as suas ações, conforme consta no regimento atual, decreto 12.403 de 13/07/99, respaldado claramente pela Lei Orgânica do Município em seu art. 101 pela lei complementar 267 de 16/01/1982 e finalmente pela lei 399 de 14/01/1997 e que seu quorum para deliberar seja alterado de maneira a garantir a continuidade e sobrevivência do CMC de Porto Alegre.

Moção 4

Indicamos a necessidade de um Seminário da Municipalidade que discuta a revisão de todo o processo de avaliação, seleção e distribuição de verbas do FUMPROARTE.

Votadas as propostas de Diretrizes Federais, Diretrizes Estaduais e Diretrizes Municipais, além das moções hoje apresentadas, foram votadas a seguir e aprovadas todas as propostas, moções e proposições aprovadas nas 10 (dez) Pré- Conferências, sendo incorporadas a este documento final.

A seguir passou-se para a eleição de Delegados desta VII Conferência Municipal de Cultura, dentro da proporcionalidade de 1/3 para o Governo Municipal e 2/3 para a sociedade civil conforme dispõe o Regimento Interno da Conferência. A nominata ficou assim constituída após exaustiva e demorada discussão entre os presentes, seguida de votação e aprovação:

Primeiramente foi posto em votação para ser escolhido qual o método de votação que seria a mais propício para contemplar todos os segmentos. A proposta 1 : voto por voto, obteve 8 votos. A proposta 2: chapa de consenso, obteve 90 votos, e houveram 3 abstenções:

Delegados Eleitos na VII Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre para a Conferência Estadual:

Delegados do Governo Municipal:

1.Daniel Weller 1.Luis Sadi Conceição de Almeida

2.Breno Ketzer 2.Vinícius Brum

3.Airton Tomazzoni 3.Álvaro Santi

4.Ana Pettini

5.Daniel Bender Ludwig

6.Luis Custódio

7.Izabel Franco

Delegados da Sociedade Civil:

Artes Cênicas: Suplentes:

1.Jussara Miranda 1.Jean Carlo Carlomagno

2.Tânia Faria 2.Ana Carolina Moreno

3.Alessandra Barbosa 3.Márcio Zolá

Manifestações Populares e Diversidades:

1. Vitor Narciso 1. Alexandre Boer

2. Michele F. Capes 2. Fernando Rodrigues

3. Juliano Barcelos

Carnaval:

1. Dilmair Santos 1. Kati Oliveira

2. Deoclécio Souza

Literatura:

1. Renato Matos Mota 1. João Carneiro

2. Vanessa Seibel

Tradição e Folclore:

1.Laureci Gulart 1. Ismael Vieira

2. Luis Cláudio Kienering 2. Marcos Vinícius F.Ferreira

Artes Plásticas:

1. Carlos Eduardo Braga 1. Geraldo Santos

Patrimônio:

1. Roberto Jakubasko 1. Rodolfo de Deus

Música:

1. Nelson Gilles 1.Militão de Maia Ricardo

Cinema, foto e vídeo:

1. Dario Pajolski 1.Carlos Carvalho

2.Zue Rossetto

Descentralização:

1. Eleonora Spinato 1. Arlete Mazzo

*Conselho Municipal de Cultura:(dentro da quota do governo, que concedeu ao CMC esta vaga)

1. Luis André Thielem 1.Paulo Roberto Guimarães

Totalizando:

7 delegados do Governo Municipal (3 suplentes)

18 delegados da sociedade civil( 16 suplentes)

Porto Alegre, 28 de outubro de 2009.

Izabel Beatriz Gules Franco Daniel Bender Ludwig

Secretária Executiva Coordenador Geral